domingo, 2 de dezembro de 2018

Fomos ao México com os miúdos!

Na semana passada estivemos de férias no México e levámos os nossos filhos connosco: a Mel, de dois anos, e o Marco, de dois meses. Foi a primeira vez que viajámos com um bebé tão pequenino. As primeiras férias que fizemos com a Mel foram em Bali - podem ver sobre essa nossa viagem aqui e também aqui - e ela já tinha um ano. Queríamos muito fazer estas férias já que desde o nascimento do Marco ainda não tínhamos tido uns dias juntos em família - e também para fugir ao frio, eheh. Desta vez, a minha irmã e a minha tia - que é também das melhores amigas do Mr. Right - foram connosco. 

Começámos por fazer uma consulta do viajante, como fazemos sempre, para saber se algum dos destinos que tínhamos em mente - México, Cuba ou República Dominicana - não seria indicado para viajar com o Marco. Dos três, o médico desaconselhou a República por estar próxima ao Haiti e haver risco de malária, e também Cuba porque, apesar de ser muito seguro, não tem grandes recursos. O Marco já tinha tomado as vacinas dos dois meses, tanto do Plano como as que são fora dele - damos sempre todas! - e por isso estávamos mais tranquilos. O médico aconselhou-nos a todos a vacina da Hepatite A mas não a fizemos, por opção (recomendam essa vacina para praticamente todos os destinos e a meu ver nem sempre é necessário). Posto isto, comprámos viagem para o México! 

Não estava nada preocupada com estas férias. Aliás, até achava que com o Marco iria ser muito mais fácil (por nesta fase ser um come-e-dorme, por ainda só beber leite e descomplicar a nível de alimentação, etc). A verdade é que foi o que aconteceu. Claro que fomos muito bem preparados para lá. Eu tenho uma super lista com várias categorias (alimentação, passeio, higiene, vestuário,...) e respetivos items a levar para as férias que utilizo sempre que viajamos. Assim nunca me esqueço de nada! 

As férias correram super bem com o Marco. A viagem de avião para lá foi mais chata porque durou mais de 12 horas (ficámos parvos porque já tinhamos ido ao México e os voos costumam durar cerca de 8 horas). A Mel foi dormindo uma horinha aqui, duas horinhas acolá. Brincou com plasticina, leu histórias, coloriu livros, etc. Usámos pela primeira vez a BedBox da JetKids, que é só a melhor coisinha de sempre para voar com miúdos! Podes ler mais sobre a BedBox aqui. Voámos com a Evelop e não tivemos direito a berço. Uma hospedeira avisou-me que a última fila do avião estava livre e fui para lá com o Marco, para o poder deitar. O Marco teve um voo mais atribulado porque estava com cólicas e acabámos mesmo por massajá-lo e estimulá-lo a bordo, na casa de banho do avião. Mas sem grande stress, não passou o voo a chorar e também tirou as suas sonecas. Para cá, o voo foi perfeito: 8 horinhas. Mal descolámos, a Mel adormeceu e só acordou minutos antes de aterrarmos. Já o Marco só acordou duas vezes para mamar e também passou o voo todo a dormir. A parte chata é que desta vez não havia lugares livres e foi a viagem toda ao colo. Se quiserem dicas para viajar de avião com os miúdos podem ler este post

Chegados ao México, ficámos maravilhados com o resort. Foi a nossa primeira vez num Iberostar - o Iberostar Paraíso Maya. Aquilo é um mundo e ao fim de uma semana não tinhamos explorado o resort todo. O primeiro dia foi um pouco desperdiçado com uma grande sesta, para recuperar o jetlag. Depois disso, acertámos todos o "relógio" e aproveitámos super bem a semana. A piscina principal era gigantesca (mesmo!), e para além dessa tinham ainda uma piscina de ondas, duas piscinas infantis - incríveis e com direito a mini espreguiçadeiras para os miúdos -, uma piscina desportiva e duas piscinas secretas. Havia também o Lazy River, uma espécie de canal que podíamos percorrer a relaxar em cima de uma bóia e a desfrutar de um bom cocktail. A praia foi uma desilusão, mas também já estávamos a contar com isso. Este ano a quantidade excessiva de algas e sargaço transformou o mar típico das caraíbas da Riviera Maya num mar turvo e escuro. A temperatura continuava perfeita, água super quentinha, mas não era de todo a mesma coisa. Só fomos à praia uma vez e o Marco estreou-se no mar! Não o quis levar à piscina por serem águas mais paradas e por todas as coisas que a água tem (xixis, cloro, etc). Esteve quase sempre à sombrinha mas também apanhou um sol aqui e ali, nas horas de menor calor - sempre, sempre com protetor 50+. 

O nosso resort tinha uns três ou quatro buffets e nove restaurantes temáticos (japonês, italiano, marisqueira, steak house, francês, mexicano,...), todos eles gratuitos e com comida maravilhosa. Os restaurantes eram espetaculares e fizemos refeições que, a pagar, teria sido uns 40/50€ por cabeça. Dois deles eram só para adultos e numa das noites fui jantar a um deles com o Mr. Right. No que toca à alimentação da Mel, a única alteração significativa foi o facto de não ter comido sopa (só tinham sopas típicas) mas também não nos preocupámos muito. Estávamos de férias e foi só uma semana. Comeu um gelado aqui e ali, picou umas batatas fritas, mas de resto comeu a comida de sempre: massa, arroz, batata, carne, peixe, legumes, fruta... há sempre de tudo nestes buffets e por norma a comida nunca tem muito sal, já a pensar nas crianças e nas pessoas mais velhas. 

O teatro tinha animação todas as noites: o primeiro show era para as crianças e o segundo para toda a família (espetáculo de Circo, Magia, Folclore Mexicano,...). O resort tinha imensos bares (incluindo um na piscina) e serviam as bebidas com álcool de qualidade (Bombay Saphire, Jack Daniels, Jim Beam, Havana Club, etc). Havia também um centro comercial com algumas lojas, uma Hamburgueria, uma Creparia e uma Casa de Tacos (tudo gratuito). Mas o melhor de tudo é que tinha um carrossel! A Mel delirou! Ao lado havia uma casinha onde ofereciam algodão doce, pipocas, gomas, espetadas de fruta e os típicos gelados de máquina. O resort tinha dois parques infantis gigantes e ainda um Kids Club (a partir dos 4 anos). 

Durante as férias tivemos apenas dois pequenos percalços. O primeiro foi o Marco, a meio das férias, ter ficado com uma conjuntivite. Eu que vou sempre ultra mega precavida e levo medicação para tudo e mais alguma coisa (literalmente meia mala de mão é para medicamentos), o que é que não tinha levado? Pomada para a conjuntivite. Claro. No entanto, fomos à farmácia do resort e comprámos umas gotas próprias para ele (muitas vezes os hotéis não têm farmácia mas sim lojas de conveniência que vendem muita desta medicação recorrente. Se não encontram o que precisam lá, há sempre uma farmácia fora da área do resort). O segundo imprevisto teve a ver com o leite. O Marco bebeu muito mais leite adaptado do que contávamos e por isso a lata que levámos connosco não foi suficiente. Como já tínhamos feito o nosso passeio à Playa del Carmen (centro turístico), falámos com o Concierge do hotel, que rapidamente resolveu o nosso problema. Passado duas horas tínhamos uma lata de NAN1 (o leite que ele bebe) nas mãos. 

Três coisas que nos deram muito, muito jeito nesta viagem foram o carrinho de bebé do Marco (levámos apenas a alcofa, para que pudesse tirar umas belas sestinhas ao longo do dia); o sling de argolas da aMaMa, super prático para passear e também entrar e sair do avião com o Marco; os sacos de esterilização da Medela, para que pudéssemos esterilizar os biberões e chupetas no microondas da suite. 

Decidimos não fazer nenhum passeio/tour porque já era a nossa segunda vez no México (tinhamos ido em 2013 só os dois) e porque os miúdos ainda são muito pequeninos. Mas se quiserem dicas sobre o que visitar, aconselho as pirâmides do Chichen Itza - aquele clássico obrigatório!, os cenotes  (uma espécie de poço gigante subterrâneo com água cristalina) também são incríveis e nós visitámos um dos mais bonitos, o Cenote Ik Kil; por fim, a ilha Contoy - há várias ilhas que podem visitar no México mas esta é especial porque não é habitada, é uma reserva ambiental e tem praias paradisíacas dignas de filme. Apesar de não termos feito nenhum tour, decidimos alugar uma mini van (para cabermos os seis mais o carrinho de bebé) e ir até à Playa del Carmen. Lá há uma grande avenida à beira mar super famosa, com imensas lojas, restaurantes e cafés. Aproveitámos para comprar os recuerdos. 

Cada vez mais nos vemos a viajar com os nossos filhos. Para mim, a logística de umas férias em Espanha ou na Ásia é exatamente a mesma. Só muda a duração do voo e, acreditem, a viagem de avião não é o bicho papão que tanta gente julga! Nós adoramos viajar e não vamos deixar de o fazer só porque agora temos os miúdos; nem vamos deixá-los em terra por receios ou conveniências. Claro que ajudou muito a minha irmã e a minha tia terem ido connosco nestas férias. Posso-vos dizer que a Mel deu muito mais trabalho que o Marco. Fez cada birra de nos deixar verdadeiramente exaustos e ainda estamos a tentar perceber o porquê. Achamos que foi por terem sido os primeiros dias a sério a quatro porque, na verdade, o Mr. Right ainda não tinha tirado nenhum dia (à parte das folgas) desde que o Marco nasceu. Em suma, não deu para descansar tanto quanto gostaríamos mas passámos muito bons momentos em família e isso fica para sempre! E não vou contar quantos mojitos bebi para não ficarem com má impressão minha! Ahaha.

Por último, comprámos a nossa viagem na Agência Abreu e custou-nos cerca de 1300€ por pessoa. O Marco só pagou taxas e a Mel pagou cerca de metade deste valor. Não foram umas férias baratas, claro está. A primeira vez que fomos ao México pagámos 800 e tal euros mas também ficámos num resort muuuuito abaixo deste - o Riu Lupita. Já para não falar que não estamos em época baixa. No entanto, achamos que valeu cada euro porque a nível de infraestruturas e serviços foi o melhor resort onde já estivemos! A alimentação também era muito boa e o staff muito porreiro. Na minha opinião, viajar para as Caraíbas compensa sempre mais por agência (sobretudo se for em regime de tudo incluído, como nós vamos sempre); já para outro tipo de destinos, como Europa ou Sudeste Asiático, cada vez mais preferimos tratar de tudo por nossa conta (foi o que fizemos na nossa viagem à Tailândia e Indonésia). Se tiverem mais alguma questão, que não tenha sido abordada neste post, apitem! 

Aqui ficam algumas fotos das nossas férias. Se quiserem ver mais momentos (e espaços do hotel) espreitem o nosso instagram: @entrefraldasemojitos. Criei um separador no nosso perfil chamado "México" com todos os stories que fiz durante as férias!

Rita

Antes da descolagem


A bedbox da JetKids


Isto era cerca de 1/3 da piscina principal

Uma das piscinas infantis, a outra era uma piscina de bolas!

Mini espreguiçadeiras, tão fofas!






Primeira vez no mar!







O primeiro shot do Marco



Piscina de ondas






Lazy River


Playa del Carmen





Margaritas a 3,50€!





Restaurante francês do resort - só para adultos

Espetáculo de folclore mexicano





Um dos nossos melhores amigos nestas férias: o sling de argolas da aMaMa



Nós os quatro!






quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A Mel não reagiu muito bem à chegada do Marco

Antes do Marco nascer já sabíamos que não ia ser tudo um mar de rosas. Acho que, acima de tudo, estávamos curiosos para ver a reação da Mel. Como ela iria reagir à nossa nova realidade, connosco, mas sobretudo como é que ela se iria comportar com o Marco. 

Assim que o conheceu no hospital (partilhei convosco o vídeo há uns dias) criou logo um grande laço com ele. Afeiçoou-se muito ao Marco desde o primeiro instante e o carinho que nutre por ele está à vista de todos. Na verdade, derrete-nos o coração. É super hiper mega carinhosa, adora abraçá-lo e dar-lhe beijinhos. Também gosta de esborrachá-lo - quem não gosta? Os bebés são deliciosos - e aí temos que ter alguma supervisão, ahah. Quando o Marco chora vem avisar-nos, preocupada, e toma logo a iniciativa de lhe colocar a chupeta na boca. Também costuma pôr um bocadinho de aero-om quando ele chora muito (nós dissemos-lhe que era o remédio do mano e ela não faz a mínima ideia de que aquilo é doce). Chega da escola e vem a correr enchê-lo de miminhos. Chama-o de "fofinho", canta e brinca com ele e deixa muitas vezes um peluche dela ao lado dele para lhe fazer companhia, quando está a dormir. Às vezes vamos no carro, eles no banco de trás, lado a lado, e o Marco começa a chorar. Ela diz-lhe sempre "Tou aqui, Marco", "Já passou, Marco". E nós derretemos de amor. 

Connosco as coisas passaram-se de maneira diferente. Desde que o Marco nasceu, a Mel começou a fazer mais birras. Aquele "choro" sem lágrimas, sabem como é? Pede-nos mais vezes colo, muitas das vezes quando vê que estou com o Marco ao colo ou a dar-lhe de mamar. Deixou de fazer a rotina dela cá em casa com a leveza que fazia anteriormente. Na hora do banho, birra. Para ir dormir, birra. Mas o pior foi às refeições. A Mel que sempre comeu tão bem começou a fazer birras para comer. Mal a sentávamos na mesa dizia que não queria comer, cruzava os braços, virava-se para trás e só depois de muito suor (nosso) e muita imaginação é que lá conseguíamos que jantasse. E não comia tudo. Na escolinha continuava a comer a refeição toda normalmente portanto percebemos que o problema era connosco. Foi cansativo e frustrante. Ultimamente tem estado muito melhor e parece estar a voltar ao que era. 

Sabemos que é uma fase nova para ela e também não estávamos à espera que ela lidasse com tudo isto sem apresentar qualquer sinal de desconforto. Tudo isto são chamadas de atenção e não as tomamos de ânimo leve. A verdade é que a Mel ainda é muito pequenina e nestes dois anos sempre teve a atenção toda virada para ela. Agora tem que dividir o tempo e os mimos com o irmão. O que temos feito é mostar-lhe que continuamos aqui para ela, para lhe dar colo, brincar e ensinar. Quando o Marco está a dormir vou para o quarto dela e brincamos, só as duas. Noto que ela valoriza esses momentos e ainda bem, porque eu também! Tentamos incluí-la nos cuidados com o Marco (e ela gosta!) para que sinta que somos todos uma família. Pessoalmente, estou super feliz por ela ter tido esta reação menos boa connosco, no dia-a-dia, e não com o Marco. Podia ter lidado com ele de uma forma totalmente diferente, sendo ciumenta e até mesmo agressiva. Pelo menos com ele, ela é maravilhosa. O resto irá ao lugar, tudo a seu tempo. Tudo ao tempo dela.

Rita 

Foto maravilhosa do Contam'Estórias Fotografia

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Há guerreiras desse lado?!

Ponha o dedo no ar quem, infelizmente, tem ou já teve uma familiar ou amiga com cancro da mama. Eu já. É uma doença filha da mãe e as mulheres que passam por ela são verdadeiras guerreiras! 

E por isso queria dar-vos a conhecer uma campanha solidária que tem como objetivo apoiar todas estas mulheres guerreiras. A ação é desenvolvida pela Dama de Copas - a minha loja de lingerie preferida de todo o sempre - e pelo Fundo iMM-Laço. Todas as mulheres são bonitas e têm o seu valor, com todas as suas experiências e marcas de vida. O cancro da mama continua a ser o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e, por isso, é importante
encontrar soluções que o combatam. A descoberta de uma cura é crucial e o investimento em investigação científica é fundamental para encontrar esse caminho. Por isso, até dia 31 de Dezembro, por cada soutien desportivo vendido, a Dama de Copas doa 10% do seu valor para o Fundo iMM-Laçoque apoia anualmente projetos de investigação na área do cancro da mama, procurando assim dar resposta a milhares de mulheres que todos os anos são diagnosticadas com esta doença.

Porquê o soutien desportivo? 
Todas as mulheres que enfrentam o cancro são autênticas guerreiras. O soutien desportivo é o aliado perfeito para todas as mulheres que lutam. É um modelo forte e resistente, que protege a mama face aos exercícios mais árduos e de maior impacto. A Dama de Copas tem muitíssimos modelos, com ou sem aros, com copa moldada ou mole e em várias cores e padrões. Têm disponível nos tamanhos 28 ao 46 de costas e das copas B à J! O soutien desportivo é um modelo ótimo para mulheres que passaram pelo cancro da mama pois, sendo mais coberto, funciona perfeitamente para próteses ou simplesmente para proteger mais o peito.

Eu não podia passar ao lado desta campanha solidária e já tenho o meu. Escolhi o soutien desportivo Coral, sem aros, porque nesta fase de pós-parto é o mais confortável para mim. Ah, e não ando no ginásio. Aliás, sabem qual é o meu verdadeiro exercício físico diário? Estes dois. A verdade é que um soutien desportivo é super prático para estar em casa ao fim de semana, quando passamos o dia todo com os miúdos, ou quando tiramos umas horas para as tarefas domésticas. Ele é tão confortável que podemos usá-lo para muito mais do que uma aula de cycling. 


Para terminar, queria só deixar a indicação que a Dama de Copas têm um serviço chamado "Bra Fitting Rosa". Isto é, têm nas lojas soluções para as mulheres que já passaram pelo cancro da mama. O aconselhamento do soutien certo é gratuito e feito tendo em conta o tipo de cirurgia que a mulher fez: uma cirurgia conservadora da mama, uma mastectomia ou uma reconstrução mamária. Para diferentes casos haverá diferentes necessidades de soutiens (por exemplo, com ou sem aros) e talvez até de uma prótese mamária. Têm soutiens já adaptados para próteses mas qualquer modelo pode ser adaptado para tal, incluindo a linha de banho (biquinis!). 

Rita 

sábado, 3 de novembro de 2018

"Estás a amamentar?"


Pensei um bom bocado antes de escrever este post. No que toca à amamentação, há dez vezes mais palpiteiras do que em relação a qualquer outro tema da maternidade. Por outro lado, aqui no blog tenho sempre partilhado as minhas experiências e por isso desta vez vou contar-vos como tem corrido a amamentação com o Marco. Desde que nasceu fez uma boa pega e mamou muito bem, sempre em livre demanda. Quando esteve internado no hospital com bronquiolite, estive sempre lá com ele para poder amamentá-lo e, surpreendentemente, nesses dias não perdeu peso (aumentou muito pouco, mas não emagreceu, e eu fiquei super feliz). Quando completou um mês de vida, eu comecei a trabalhar. Tenho a sorte de poder trabalhar a partir de casa e poder estar com ele o tempo todo, salvo quando tenho que me ausentar para reuniões de trabalho. Nesses dias (horas) em que tenho que sair de casa - uma ou duas vezes por semana, ele bebe um biberão de leite adaptado. 

Nunca consegui extrair leite com a bomba. Nem quando amamentava a Mel, nem agora com ele. Tentei várias vezes, de manhã e à noite, sozinha ou enquanto dava de mamar. Estava meia hora com a bomba para tirar uns míseros 10ml, uma tortura. Informei-me e sei que é uma situação comum a outras mulheres, já que a estimulação que um bebé faz ao mamar é muito diferente da de uma máquina. 

(Já agora: Tenho a Bomba Swing da Medela - está praticamente nova, em caixa, com todos os acessórios e vendo a um bom preço! E ainda ofereço sacos de congelação. Se alguém estiver interessado, envie mensagem!)

Portanto, ligámos o descomplicómetro e introduzimos o leite adaptado. A Mel bebeu LA desde a primeira semana de vida e está aí, maravilhosa e saudável. Continuando. Estava contente por estar a correr tudo melhor desta vez, o Marco continuava a mamar muito bem e a prova disso foi quando fomos ao pediatra e, ao ser pesado, vimos que estava para o gordito.

Na semana passada, começámos a notar que ele não ficava saciado depois de mamar e começava a chorar - que rapidamente evoluía para berrar - com fome. Mamava bem, sem pausas ou sonolência, até que ao fim de uns (dez?) minutos, se debatia com o mamilo e chorava a pedir mais. Acalmava-o, punha-o a arrotar e depois novamente na mama. Tudo na mesma. Passava para a outra mama e começava a mamar tranquilamente até que, passado um tempo, acontecia tudo outra vez, a terminar num choro desesperado, punhos cerrados e boca à procura de comida. Decidimos fazer um biberão e bebeu-o todo. Fiquei triste, chorei e pedi-lhe desculpa. No dia seguinte, fui ao site das CAM’s (Conselheiras em Aleitamento Materno) de Portugal e procurei ajuda. A Catarina, que é CAM, esteve cá em casa esta semana. Viu o Marco a mamar e confirmou que ele faz uma boa pega e mama muito bem. Não vou estar aqui a entrar em pormenores porque acho que não faz sentido, mas não estarei a produzir leite suficiente para ele neste momento. Cada mãe é uma mãe e cada bebé é um bebé. A Catarina explicou-me o que posso fazer para aumentar produção de leite, ajudou-me a lidar com o Marco nestes momentos e como diminuir/“enganá-lo” com a dosagem do suplemento. Deu-me muita força.

Quero muito continuar a amamentar, sei perfeitamente que só traz vantagens para ele e para mim (a única - grande - desvantagem é mesmo a privação do álcool

). Vamos ver como corre! Se puder voltar a amamentar em exclusivo, perfeito!, se continuar a dar de mamar juntamente com o leite adaptado, sem problema... e se, entretanto, o Marco passar a beber somente leite adaptado, também está tudo bem! É esta a minha - a nossa - postura e era isto que queria partilhar convosco. Se fiquei triste com tudo isto? Sim, na altura fiquei. Mas só quero o melhor para o meu filho. E o melhor para ele é crescer saudável e feliz. Independentemente do tipo de leite que bebe. Nem sempre corre tudo como esperamos mas podemos pedir ajuda, e trabalhar para melhorar as coisas! Se no final não resultar, há-de ficar sempre tudo bem.

Rita



segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O meu relato do internamento

São precisamente 21h00. 

O Marco está a dormir no berço, tranquilo, aqui ao meu lado. Como sabem, estamos internados no hospital. Tudo começou a semana passada quando reparámos que estava meio constipado. A Mel tinha estado doentinha, com tosse e febre, e suspeitámos que pudesse ter apanhado também uma virose. Começou a tossir e depois veio a febre, mas o pior de tudo foram as dificuldades respiratórias. O Marco ficava com o narizinho tão obstruído que tinha que fazer imenso esforço para respirar. Mamar, então, era  impossível. Levámo-lo às urgências e já não saiu de lá. 

Ficou primeiramente internado nas urgências, numa incubadora. De três em três horas, antes de cada mamada, vinham aspirá-lo. Perguntaram-me da primeira vez se queria sair da sala. Não entendi bem a pergunta mas disse que não, que ficava com ele. Percebi logo o porquê nos instantes seguintes, enquanto lhe aspiravam o narizinho minúsculo com uma sonda com uns 25 centímetros de comprimento e ele gritava, aflito. Podia dizer que só custa a primeira vez mas já perdi a conta às aspirações que lhe fizeram desde que cá estamos e garanto-vos, custa sempre. Mas só assim ficava aliviado e conseguia mamar. Quando finalmente estabilizou, saímos das urgências e passámos para o internamento da ala de pediatria. O procedimento aqui continua a ser o mesmo. Aspirações e muita vigilância, porque o principal problema do Marco é a obstrução nasal. Só hoje chegaram os resultados das últimas análises. Confirmaram que tem uma bronquiolite, originada por um vírus que provavelmente apanhou da Mel. Felizmente, ficou mais atacado apenas a nível nasal e por isso a recuperação será mais rápida. Hoje pesámo-lo e eu já estava mentalmente preparada para que tivesse perdido algum peso. Estes dias tem mamado cansado e sem energia e tinham-me dito que é normal nos casos de internamento os bebés emagrecerem. Surpreendentemente, aumentou (ainda que pouquinho) de peso. Fiquei tão feliz. 

Eu tenho estado sempre aqui com ele porque estou a amamentar. Vou uma vez por dia a casa, entre as mamadas, para tomar banho (prefiro tomar no conforto de casa) e trazer o roupinhas/fraldas/etc. Não vou negar, estou esgotada. Temos um cadeirão que ao fim do primeiro dia parece que nos passou um camião em cima. Já não sei o que é dormir mais de uma hora há mais de cinco dias. Dou por mim a perseguir o ponteiro dos segundos do relógio verde que está na parede. O pé bate ao som do "pi" da máquina que regista os batimentos cardíacos, como um tique nervoso. Fico atenta a cada sinal de mal estar do Marco e a implorar que ele não acorde com cada grito de dor ou choro de outras crianças, que se vão fazendo ouvir ao longo do dia e da noite. E depois há a Mel. Quando temos só um filho, podemos dedicar-nos a ele a 100% sem termos que pensar em mais nada. Sem sentimentos de culpa, sem saudades. Nós temos outra filha, pequenina, que não sabe o que se passa (por decisão nossa). Passou o fim-de-semana em casa dos tios e sei que se divertiu à grande e à francesa. Hoje ja foi para casa com o pai mas antes passaram aqui pelo hospital e eu fui lanchar com ela. Já não a via há três dias. Pareceu-me maior e tudo, acreditam? Está tão crescida e ao mesmo tempo continua a minha pequenina. Que também precisa do meu carinho e da minha atenção. Espero em breve poder dar-lhe tudo o que ela merece. Até lá, continuo a lutar ao lado deste miúdo para ver se celebramos o primeiro mês de vida em nossa casa. 

A vocês, um gigante obrigada por todo o carinho!

Rita


domingo, 2 de setembro de 2018

Top 10 produtos para o bebé

Estou quase a chegar às 39 semanas de gestação (nunca estive grávida tanto tempo, eheh). Estes dias estão a ser uma "correria" - entre aspas porque eu basicamente pareço uma foca que mal se mexe - a preparar tudo para a chegada do/a bebé. Estivemos a fazer compras e a retirar coisas do fundo do baú. A cortar etiquetas, a fazer máquinas de roupa e a lavar coisas à mangueirada. Temos praticamente tudo pronto, excepto a mala da maternidade (quero ver se a faço amanhã sem falta, acho que já estou a abusar da sorte!). 

No post de hoje quero mostrar-vos os 10 artigos mais importantes que temos para a chegada do/a bebé. Alguns deles foram reaproveitados da Mel - quem é mãe/pai de segunda viagem sabe como isto funciona, há imensa coisa que podemos (e devemos) aproveitar. Já outros são novinhos em folha para este bebé. Estou ansiosa por usar tudo e achamos mesmo que são os nossos top produtos salva-vidas para os primeiros meses de vida:

Ninho Cuco Baby



Quando a Mel nasceu não lhe comprámos nenhum ninho (por nenhum motivo em especial). Desta vez queremos mesmo experimentar! Dizem que são perfeitos para os primeiros meses do bebé, por ser confortável e acolhedor. Este Cucobaby, da marca Piaf, tem as laterais grossas e firmes, para cercar o bebé, e um colchão super macio, para que possa dormir bem confortável. O ninho é também super prático porque podemos ter o bebé lá deitado no sofá, na nossa cama ou até mesmo no próprio berço! Escolhi este modelo de coelhinhos super fofo, que tanto dá para menino como menina. 



Berço Next2Me


Comprámos este berço para a Mel e foi das melhores escolhas de sempre! A Mel só passou para o berço de grades, no quarto dela, por volta dos 8 meses e até lá tinhamo-la juntinho a nós neste berço da Chicco. Nos primeiros meses de vida então acho-o essencial, uma vez que está mesmo ao meu lado, como uma extensão da nossa cama. Para dar de mamar a qualquer momento, para aconchegá-la ou somente para ver se está a respirar (quem é mãe percebe!) é mesmo do melhor. 



My First Nuk



Foi a primeira chupeta da Mel e vai ser a do bebé também (não no sentido literal, claro, vão ter chupetas diferentes). Lembro-me que há dois anos tinha imensas chupetas destas, oferecidas no Centro de Saúde, Hospitais e eventos para grávidas. Não comprei chupetas durante meses. Desta vez tenho apenas uma ou duas mas não estou preocupada porque podemos encontrá-las à venda facilmente. As "My First Nuk" e as "Genious", também da NUK, são exatamente o mesmo modelo! 


Espreguiçadeira Joie



Esta espreguiçadeira foi uma das nossas melhores aliadas. A Mel adorava-a. Lembro-me quando estávamos à procura de algo deste género e queriamos um modelo porreiro, confortável mas que tivesse ao mesmo tempo um design bonito para ter na sala - não queriamos nada demasiado infantil e colorido/berrante para chocar com a decoração. Escolhemos este modelo Serina Swivel da Joie, que tem 5 melodias, 5 sons da natureza, 2 níveis de vibração e luz noturna em 4 intensidades. Tanto está de frente como pode ser girada para um lado ou para o outro e reclina em 3 posições. Balança de lado e para trás e para a frente em seis velocidades. Em suma, é perfeita!


Almofada de amamentação


Também é uma peça que acho fundamental nos primeiros tempos, seja para a mãe amamentar ou dar o biberão. Evita que tenhamos más posturas, aliviando a tensão na nossa coluna. Mas também pode ser usada pelo bebé mais tarde. A maioria dos bebés não gosta muito de ficar de bruços, mas essa posição é importante para o seu desenvolvimento e a almofada acaba por ajudar nessa fase. O objetivo é fortalecer os músculos do pescoço e ensiná-lo a empurrar, rolar e a levantar-se. Mais tarde também pode ser um aliado do bebé quando ele começar a gatinhar e, depois, a ajudar o bebé a manter o equilíbrio e a sentar. Também é da Piaf, a condizer com o ninho. 



Babete com mordedor


Coisas que não faltam cá em casa: babetes e fraldas de pano! Nestes primeiros meses os bebés bolsam e sujam muito e por isso convém ter um bom stock. Mas este modelo é especial! Para além de ter o formato bandana - que eu acho super giro - tem um mordedor na ponta! Muito porreiro para os bebés morderem, por brincadeira, ou para a fase mais chata dos primeiros dentinhos. Lembro-me que a Mel babava muito e queria ter sempre algo na boca por isso desta vez acho que estes Neckerchew (nome oficial) vão ser mesmo uma boa ajuda! São da Cheeky Chompers e existem em imensos padrões! 



Carrinho Urban 



O carrinho da Mel agora vai passar para o/a mano/a. Foi oferecido pelos padrinhos dela e continuamos a achar uma ótima aquisição. Lembro-me que na altura não queríamos comprar o tradicional trio, para depois não termos vários "trambolhos" em casa. Escolhemos o carrinho Urban da Chicco - é natural que agora tenham uma versão mais atualizada - que para além da estrutura traz só duas peças: o ovo e depois a alcofa, que mais tarde se transforma no assento/cadeira do carrinho. É prático para fechar e bastante funcional no dia-a-dia. A Mel já não o usa desde os 13 meses (a última vez que o usámos foi na viagem a Bali) porque desde que aprendeu a andar gosta mesmo é de nos acompanhar pelo próprio pé. Confesso que às vezes olho para as famílias na rua, no shopping ou supermercado, com os miúdos nos carrinhos e invejo terem tudo "controlado" enquanto eu tenho uma peste à solta! Mas a verdade é que ela se sente bem assim e até calha bem para agora passar o carrinho para o/a bebé.  

Baby Seat


Um artigo que desconhecia por completo mas que estou ansiosa por usar! É uma almofada da Piaf, que se converte num assento mais macio e confortável para o bebé. É uma peça prática e bastante versátil porque se adapta a todos os modelos de carrinhos de passeio, ovo, cadeiras auto ou cadeiras de refeição. Vamos usar primeiramente no ovo e depois no futuro adaptar a outras situações! É um modelo universal que pode ser lavado à máquina a 30º (importante).



Sling de argolas


Como já falei no blog, sou fã de babywearing. Com a Mel usei pano elástico e depois a mochila Ergobaby. Desta vez estou super entusiasmada com um novo modelo: o sling de argolas! Tenho visto muitas mães a usar e para além de achar super prático, parece-me também muito confortável para o bebé. Podemos andar com o bebé bem juntinho a nós e temos a facilidade de poder ajustar o pano para uma posição de amamentação em poucos segundos. Como não sabemos o sexo do bebé preferi escolher uma cor neutra e apaixonei-me por este verde menta. Podem encontrar este e muitos outros modelos de sling de argolas e outros porta-bebés na loja Amama, recomendo!



Bola Montessori


Não fazia ideia mas a Bola Montessori é um brinquedo de origem secular. Foram criadas no século XVIII pelos Amish e tinham inicialmente a função de divertir não só os bebés e as crianças pequenas como também as raparigas. É um pequeno objeto sensorial que desenvolve a coordenação motora e visual e estimula o movimento do bebé. A bola é composta por gomos, com um guizo no interior, e este formato evita que ela role para longe demais mas ainda assim o suficiente para estimular o virar e gatinhar dos bebés. É da Piaf (como podem ver pelo padrão) e estou curiosa para ver o bebé brincar com ela! 

Bom, espero que tenham gostado das nossas dicas e sugestões. Claro que há produtos que poderão achar mais pertinentes que outros, mas para nós estes vão ser mesmo os principais aliados nos primeiros meses! Se quiserem partilhar algum artigo que para vocês seja igualmente importante, estejam à vontade! :) 

Rita