domingo, 10 de fevereiro de 2019

A Mel foi ao Teatro!

Das últimas vezes em que estivemos de férias nas caraíbas, a Mel adorou ver os espetáculos dos resorts. Fossem eles mais infantis ou direccionados para toda a família, ela ficava coladíssima a ver o espetáculo. Como vimos que aguentava bem a assistir a tudo do início ao fim, comentámos que um dia destes a íamos levar ao teatro. Pois bem, ontem foi o dia!

O Teatro Sá da Bandeira dispensa apresentações. É um dos pontos emblemáticos da cultura e lazer do nosso Porto e tem uma sala de espetáculos linda! Foi lá que levámos a Mel. Fomos ver o Tarzan, um musical direccionado para os mais pequenos e perfeito para um programa em família. Fui eu e o Mr. Right, a Mel e os primos. 







A Mel viu o espetáculo todo no colo do pai (apesar de o teatro ter uns assentos elevatórios para as crianças, como mostro numa foto abaixo). Adorou cada momento. Estava com receio que ela se cansasse e quisesse sair a meio (ou logo no início), mas não, viu o musical até ao fim toda contente. Sempre que apagavam as luzes do palco para mudar de cena, ela batia palmas :) 







O espetáculo está muito giro. Houve dança, música e muitas canções. É da Vivonstage e os artistas cantam ao vivo ao longo de todo o musical. Já fizeram outros musicais como o Peter Pan e A Pequena Sereia. É perfeito para irmos em família com os miúdos, o espetáculo é para crianças a partir dos 3 anos. No final, podem tirar fotografias giras e conviver um bocadinho com os atores. Vale mesmo a pena irem ver, por isso deixo aqui as próximas datas de exibição no Teatro Sá da Bandeira: 

16 Fevereiro (sábado) - 16h00
17 Fevereiro (domingo) - 11h30
23 Fevereiro (sábado) - 16h00
24 Fevereiro (Dom) - 11h30
02 Março (sábado) - 16h00
03 Março (domingo) 11h30
09 Março (sábado) - 16h00
10 Março (domingo) - 16h00

Podem comprar na bilheteira do teatro ou por exemplo aqui, na Ticketline.




quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

O parto do Marco

3 de Setembro de 2018

Estava cansada. Perto do final da gravidez, com a barriga a pesar e depois de muitas noites sozinha em casa com a Mel, estava cansada. O Mr. Right estava a trabalhar nessa noite e eu pedi aos meus cunhados para ficarem com a Mel, para tirar uma noite de "folga". O bebé nascia dentro de uma semana por isso calculei que essa seria a minha última noite sozinha em casa. Aproveitei o tempo para relaxar ao máximo. Tomei um bom banho de imersão, encomendei uma pizza e vi um filme. O Mr. Right chegou e, pouco depois, fomos dormir. 

4 de Setembro de 2018

Acordei precisamente no momento em que as águas me rebentaram e pensei "f*dasse". Outra vez não. Olhei para o telemóvel e senti um arrepio. Eram 5h30. Precisamente a mesma hora a que me rebentaram as águas dois anos antes. Precisamente no mesmo dia. How creepy is that? Chamei o Mr. Right e disse-lhe que me tinham rebentado as águas. Ele começou-se a rir, eu só queria chorar. Não queria nada, nada um parto induzido outra vez. Ele tranquilizou-me, disse-me que não havia dois partos iguais, e que o segundo costuma ser mais rápido. Lá assenti e fui fazer a mala da maternidade - que tal como da primeira vez não estava feita - enquanto alagava a casa. Estava cheia de adrenalina. A caminho do hospital enviei mensagem para a família. 

Cheguei ao hospital e fui atendida na triagem pela mesma enfermeira trombuda que me viu dois anos antes. Dejá vu. Partilhei com ela esse facto, entusiasmada, e ela respondeu-me um "que engraçado" em tons de "estou-me a cagar". Fui vista pelo médico e confirmava-se. Tinham-me rebentado as águas mas não tinha entrado em trabalho de parto. Fui para o CTG e depois chegou o momento que mais receava: tive que despedir-me do Mr. Right. Tive o Marco no Hospital público de Gaia, tal como a Mel, e não tenho nada a apontar excepto o facto de não podermos estar acompanhadas na sala das expectantes - ou seja, desde que damos entrada no hopital até irmos para a sala de partos. Pode ser uma longa e solitária caminhada. Para mim foi, das duas vezes. 

Subi para o meu quarto, arrumei as coisas e esperei. A minha obstetra estava a fazer urgência no hospital e foi ver-me. Disse que me iam induzir o parto, tal como quando foi com a Mel. Naquele momento só pensava que não ia conseguir estar com a Mel no dia de anos dela, no dia seguinte, porque iria estar internada com o bebé. Que não ia conseguir fazer o bolo para ela levar para a escolinha. Chorei. Estava triste, ansiosa e com medo. Esperei, esperei e desesperei. Dei entrada nas urgências às 6h30, subi para o quarto por volta das 8h e depois do almoço ainda não tinham começado a indução. Mas estavam à espera do quê, afinal? Questionei uma enfermeira, que me explicou que o médico estava a tentar perceber se as coisas iriam fluir de forma natural, uma vez que era o segundo parto. Nop, não ia acontecer. 

Deram-me o primeiro comprimido já a tarde ia a meio. Entretanto a Mel ia passar a noite a casa dos padrinhos, para o Mr. Right estar livre para vir ter comigo quando fosse a hora, e pus-me a fazer a lista do que ela precisava de levar. Liguei à minha mãe e pedi para ela fazer o bolo da escolinha da Mel; liguei à cakedesigner e avisei que iamos adiar a festa de aniversário, e que só íamos buscar o bolo no fim de semana; e ainda publiquei uns anúncios de emprego para a empresa para a qual trabalho. Nisto as contrações começaram a chegar. A cada comprimido que tomava tornavam-se mais fortes, mas nada de dilatação. Exatamente como quando foi com a Mel. Estava a ver a história a repetir-se e estava super frustrada. Caminhei muito, tomei longos banhos quentes, saltei na bola de pilates. Sentia-me sozinha. É mesmo uma merda não podermos estar acompanhadas numa fase tão frágil e decisiva para nós. Ainda bem que em tantos outros hospitais não funciona assim. Passei a noite com dores e desanimava de cada vez que vinham fazer-me o toque e diziam que a dilatação não estava muito avançada. Já só sonhava com a epidural. 

5 de Setembro de 2018

A minha médica veio ver-me e eu fui-me abaixo. Desatei a chorar. Não era suposto estar a acontecer tudo outra vez, não queria passar novamente por um parto induzido e lento. Era o dia de anos da minha filha e eu ali, sozinha, cheia de dores e sem saber quando aquele bebé poderia nascer. Já só pensava que aquilo iria acabar numa cesariana. Não sei ao certo se foi o que se passou mas acredito que a minha médica tenha falado com a equipa para acelerar o processo porque, pouco depois da nossa conversa, uma equipa de médicos veio falar comigo e disse-me que ia para a sala de partos. Iam dar-me a epidural e fazer uma nova indução - intravenosa. Até vi estrelas. 

Era meio-dia quando me deram a epidural. Já sabia ao que ia e mal a anestesista entrou, sorri para ela como se fosse uma grande amiga minha. Senti uma picada e uma sensação de "vidrinhos" a correr pela espinha. Peanuts, comparado com as dores das contrações. O Mr. Right entrou na sala de partos pouco depois. Finalmente ele estava ali, comigo. De repente ficou tudo bem. A anestesista disse-me que se precisasse de mais era só chamá-la e eu pensei mesmo que se poderia tornar uma grande amiga (lol). As dores passaram. Consegui conversar, rir e finalmente descontrair um bocadinho. Perguntei pela Mel, estava na escolinha. A minha mãe tinha feito o bolo de aniversário, estava tudo bem. 

Passado uns quinze, vinte minutos as contrações voltaram e eram cada vez mais fortes. Chamei a enfermeira que por sua vez chamou a anestesista. Deu-me mais uma dose. Aliviou-me. Passado uns minutos começo a sentir umas dores horríveis abaixo da vesícula. Gritei pela enfermeira, perguntei-lhe o que se passava. Ela examinou-me e disse-me que era o bebé a posicionar-se para o parto. Estava a fazer pressão e não havia epidural que me pudesse tirar aquelas dores. F*dasse. Como assim vou aguentar isto até a criança nascer? O que me valeu foi que as coisas foram mais rápidas desta vez, muito provavelmente por causa da segunda indução. De repente já tinha seis dedos de dilatação, sete... estava cada vez mais perto. Lembro-me quando comecei a ter vontade de puxar. Também me lembro de estar muito cansada. As contrações eram muito frequentes e fortes mas eu chegava a adormecer entre elas. Fechava os olhos e passava pelas brasas durante segundos para depois fazer força novamente. Vomitei, tal como no parto da Mel. Desta vez não gritei tanto com o Mr. Right, mas gritei no parto, sim. Desta vez não me mandaram calar. Aliás, desta vez fiquei mesmo feliz com a equipa que me calhou. Só tenho a agradecer todo o carinho e profissionalismo com que aquelas enfermeiras e médica me trataram. Foram firmes quando tinham que o ser, mas também foram carinhosas e solidárias. Foram mulheres. Lembro-me de dizer que já não conseguia mais, estava mesmo muito cansada, mas disseram-me que estava quase. Lembro-me da médica se levantar do banco junto aos pés da minha cama e vir para o meu lado, dar-me a mão, encostar o rosto dela ao meu e contar comigo as contrações. Perdi a noção do tempo que se passou até que fiz toda a força que consegui e depois senti um alívio enorme. Às 15h22 disseram-nos "é um rapaz!" e eu olhei para o Mr. Right e ri. Estou a escrever isto e a chorar porque é realmente um dos momentos mais importantes da vida de uma mulher. De uma mãe. De um pai. De uma família. Nós não quisemos saber o sexo do bebé até ao parto e foi tão mais emocionante assim. Pedi que mo colocassem no meu peito assim que nascesse porque não tinha tido esse pele com pele com a Mel e era tudo o que mais queria. Assim o fizeram. Depois de um momento de namoro, o Mr. Right cortou o cordão umbilical. Nem pensei que isso fosse possível porque decidimos criopreservar as células estaminais e pensava que teria que ser a médica a fazê-lo. Fiquei feliz. Foi um momento bonito. Depois de sair a placenta prepararam-se para me suturar (fizeram-me uma episiotomia e, sinceramente, não sou nada contra). Demoraram imenso tempo a coser-me porque a médica estava a ensinar outra a fazê-lo mas acabou por ser bom porque foi super meticulosa e ficou top e eu aproveitei para descansar. O Mr. Right foi fumar um cigarro. Depois do parto senti muito, muito frio. Lembro-me como se fosse hoje. Uma das enfermeiras foi buscar as mantas quentes com que acolhem os bebés mal nascem e colocou-as em cima de mim para me aquecer. Saí da sala de partos para o recobro e o Marco estava ali ao meu lado, pequenino e bonitão. Tínhamos mais um bebé, caraças. E tinha nascido precisamente no dia de anos da irmã. Tirámos uma selfie e mandámos à família. 

Passado umas horas, o Mr. Right foi buscar a Mel à creche e foram visitar-nos. Estava tão ansiosa. Entrou no quarto, viu-me e correu até mim. Eu levantei-me, peguei nela ao colo e dei-lhe os parabéns. Disse-lhe que tínhamos uma prenda muito especial para ela. Disse-lhe que o maninho tinha nascido. Levei-a até ao berço do Marco e ficámos a vê-la admirá-lo. Peguei no Marco e ela cheirou-o e beijou-o. Pediu para pegar nele e nós deixámos. De repente, passámos a ser quatro. 

Rita

Marco pela lente de Contam'Estórias Fotofrafia

Outras coisas que podem querer ler:
O Parto da Mel - Parte 1 e Parte 2
...
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Entretanto, sê feliz como eu, entre fraldas e mojitos!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Ser mãe de menino


Ser mãe de menino é apaixonar-se desde o primeiro dia. É passar a amar dois homens, em simultâneo, para toda a vida. Ser mãe de menino é lidar com chafarizes de xixi. É aprender que não podemos mudar fraldas no sofá ou na cama, sem correr riscos. Ser mãe de menino é muito mais que viver um mundo azul. É descobrir um universo de novas cores.
Ser mãe de menino é aprender o equilíbrio perfeito entre a força e a sensibilidade. É crescer a brincar às lutas e aos super heróis mas ensinar que também podemos chorar. Ser mãe de menino é aprender sobre uma parte do corpo que desconhecemos. Na verdade, é uma aprendizagem para o resto da vida.

Ser mãe de menino é apaixonar-se pelo mesmo rapazola todos os dias. É olhar para ele e imaginar quem será a sortuda - ou sortudo - que o irá conquistar. Ser mãe de menino é educar um futuro namorado, marido, e, possivelmente, pai. Um menino respeitador, justo, honesto e apaixonado. Ser mãe de menino é criar o príncipe encantado de alguém.

Rita


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Sugestões de presentes de última hora!

O Natal é já para a semana e eu ainda não comprei todos os meus presentes de Natal. Mais alguém como eu desse lado? Começo sempre a comprar presentes em novembro e digo para mim mesma "este ano é que vai ser, vou despachar logo tudo" mas acabo sempre por comprar presentes à última da hora. Como muitas vezes já não temos ideias e não sabemos o que comprar, deixo-vos aqui uma lista de presentes (para todos os bolsos) para aqueles que, tal como eu, andam à última da hora a comprar as prendas de Natal. Vamos conseguir, pessoal!


Cama de bonecas - Ikea
14,99€


Livro para bebé Crocodilo e girafa - Yoyo Books
10,79€
(à venda na Fnac)


Cavalete - Ikea
19,99€
(de um lado é quadro negro, do outro tem quadro branco. Há também em azul e rosa)


Babete com mordedor - Cheeky Chompers
16,95€
(vários modelos à venda nas lojas Zippy)


Cozinha de brincar - Ikea
89€


Dados para contar histórias - Tiger
4€


Kit Giotto Bebé - Giotto
27,99€
(à venda na Fnac e El Corte Inglés)

Lua de peluche com luz noturna - NICI
19,99€


Registadora de brincar - Ikea
14,99€


Agente Blip - Educaborras
39,99€
(à venda na Toysrus e El Corte Inglés)


Gift Box Toalhitas e Mordedor - WaterWipes
19,99€
(à venda nas farmácias, Well's, Jumbo e Pingo Doce)



Rolo 10 metros para colorir - Ikea
5€


Livro O Meu Primeiro Desliza e Descobre - Yoyo Books
7,99€
(à venda na Fnac)


Entretanto vou deixar no instagram - nos stories - mais ideias de presentes! 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Os animais também foram de férias!

Como sabem, há uns dias estivemos todos de férias no México (podem ver tudo aqui). Passámos uma semana maravilhosa nas caraíbas e os nossos três patudos, o Artur, o Ziggy e o Koy, não podiam ficar sozinhos em casa. 

Das últimas vezes que fomos de férias, houve sempre alguém da nossa família que ficou cá em casa - a viver - e a tomar conta deles. Acabou por ser a solução mais cómoda para eles e mais económica para nós. Mas também sabemos que não é a situação ideal para quem vem cá para casa e, por isso, desta vez decidimos experimentar pela primeira vez um hotel para animais. Vou ser sincera, nunca achei muita piada a hotéis para animais. Sempre tive aquela ideia pré-concebida de que os animais ficam fechados o dia inteiro em compartimentos minúsculos, a sentirem-se sozinhos e tristes. Por outro lado, há imensa gente que deixa os seus animais em hotéis e eles existem por uma razão. Queriamos experimentar para poder dar o nosso próprio feedback. Felizmente esta experiência fez-me mudar totalmente de ideias.



Primeiro fizemos uma pesquisa para arranjar o melhor hotel para os deixar. Encontrámos um com ótimas avaliações, o que nos deixou logo mais descansados. Fizemos então a reserva para o Artur, o nosso são bernardo, e o Koy e o Ziggy, os nossos dois gatos, no Pet Hotel Gaia. Tínhamos algum receio relativamente ao espaço reservado para o Artur, por isso decidimos alugar uma box grande com espaço exterior. 

(não fotografámos a box por isso deixo-vos umas imagens do site do hotel)


Para os gatos escolhemos dois quartos com janela. Também tínhamos a possibilidade de os deixar juntos e alugar um só quarto (até ficava mais barato), mas os gatos estranham muito mais quando estão num ambiente desconhecido. Como não sabia como se iriam comportar (já têm um historial de picardias aqui e ali), preferimos mantê-los separados. 




Correu tudo muito bem, pelo que pudemos constatar e pelo feedback da equipa do hotel. O Artur deu dois passeios diários (ele dá-se bem com outros cães por isso era mais simples, se forem cães mais temperamentais eles fazem passeios individuais). Não veio mais magro nem com ar triste nem maltratado. Aliás, ainda lhe marcámos um banho para o último dia, para chegar a casa super cheiroso (melhor decisão de seeeempre. Vinha com o pelinho super branquinho e a cheirar a flores ahah a Mel não o largava). Quanto aos gatos, também lidaram muito bem com a situação. O primeiro dia foi mais tremido, estavam a tentar perceber o que se passava, a conhecer o espaço, mas depois ficaram numa boa. Cada um no seu quarto privado com janela (luxo). O espaço exterior do hotel também é super porreiro, grandes relvados para os animais passearem. São campos com cerca a toda volta com equipamento para eles brincarem e fazerem exercícios! Têm também Clínica Veterinária e o staff é muito porreiro. 

Gostámos muito e ficámos com uma excelente opção para situações futuras. Vamos voltar a deixá-los lá, sem dúvida! Partilho isto convosco porque sei como é difícil encontrar um local de confiança onde tratem bem os nossos animais - que é como quem diz, a nossa família. Se são daqui do grande Porto, já sabem, fica a dica! 

Rita

Pet Hotel Gaia
 R. Mata, 798

   4430-279 Vilar de Andorinho,

Vila Nova de Gaia

 227840230
https://pethotelgaia.com


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

A melhor coisa para viajar de avião com os miúdos!

Como sabem, na semana passada fomos de férias para o México! Nós e os miúdos. Podem ler tudo sobre as nossas férias aqui. Partimos do Porto até Madrid, onde fizemos escala, para depois embarcar rumo a Cancún. O voo Madrid-Cancún ainda é longo, para lá foram mais de doze horas e para cá foram oito horas.

Aqui há uns tempos escrevi um post com dicas para viajar de avião com bebés e crianças. Podem lê-lo aqui. Hoje venho falar-vos da melhor coisa de sempre para quem anda de avião com a pequenada: a BedBox! Já conheço isto há algum tempo mas ainda não tínhamos comprado porque a Mel era pequenina e ainda viajava no nosso colo (e tinha direito a berço a bordo do avião). Agora que já paga bilhete como nós e tem o seu próprio lugar no avião, a BedBox passou a fazer todo o sentido e tornou-se essencial nas nossas viagens!



Então mas o que é isso?, perguntam vocês. Pensada especialmente para as crianças, a BedBox da JetKids é uma mala de viagem que se transforma numa caminha a bordo do avião. Montada leva um um colchão de 74cm, super confortável, que permite que os miúdos descansem confortavelmente e durmam durante os voos, coisa que não poderiam fazer num típico assento de avião (a não ser que viajem em primeira classe, claro!). Ou então um de nós (pais) passa o voo super desconfortável com o miúdo ao colo. Not cool. Para terem uma ideia, a Mel no voo de regresso adormeceu pouco depois de descolarmos e só acordou quando os hospedeiros de bordo anunciaram a aterragem (com direito a biberão quentinho na bedbox e tudo). 




A mala é super gira e facilita muito nos percursos do aeroporto, uma vez que os miúdos podem andar montados nela a deslizar de um lado para o outro. A Mel não queria outra coisa, achou um piadão! Ah, e também podem ser eles a levar a própria mala, puxando-a com uma fita, o que nos alivia imeeenso. 



Outra característica muito porreira desta mala é que ainda tem algum espaço de armazenamento, mais concretamente 20Litros. Podem levar lá as coisinhas deles, para terem logo à mão durante a viagem de avião. A Mel levou lá dentro o estojo e o livro de colorir, um livro, as plasticinas, polpas de fruta e um peluche. A mala vem ainda com imensos autocolantes super giros (alusivos a viagens/férias) para que os miúdos possam decorar o seu exterior. Eu para já tenho-os guardados porque a Mel ainda é pequenina e dava cabo deles em três tempos. 



Mesmo quando não dormem durante o voo, a BedBox dá imenso jeito porque o colchão impede que os brinquedos estejam sempre a cair ao chão. Quem viaja com os miúdos sabe do que falo, é uma secaaaa. Temos que andar de rabo para o ar à procura disto e daquilo que caiu e rolou para debaixo do assento ao lado (quando não vai parar três filas atrás). O colchão pode ir à máquina de lavar e secar, o que é ótimo. 



A BedBox é recomendada dos 3 aos 7 anos. Claro que é um investimento que compensa para quem viaja de avião com alguma frequência, como nós. Para quem tem mais do que um filho ainda é melhor porque podem partilhar. Atualmente, praticamente todas as companhias permitem o uso da BedBox. Em todo o caso, deixo-vos aqui a lista para que possam consultar. É considerada mala de mão, por isso as crianças podem levá-la com elas sem problema.



Já conheciam? Não é incrível? 

Rita

domingo, 2 de dezembro de 2018

Fomos ao México com os miúdos!

Na semana passada estivemos de férias no México e levámos os nossos filhos connosco: a Mel, de dois anos, e o Marco, de dois meses. Foi a primeira vez que viajámos com um bebé tão pequenino. As primeiras férias que fizemos com a Mel foram em Bali - podem ver sobre essa nossa viagem aqui e também aqui - e ela já tinha um ano. Queríamos muito fazer estas férias já que desde o nascimento do Marco ainda não tínhamos tido uns dias juntos em família - e também para fugir ao frio, eheh. Desta vez, a minha irmã e a minha tia - que é também das melhores amigas do Mr. Right - foram connosco. 

Começámos por fazer uma consulta do viajante, como fazemos sempre, para saber se algum dos destinos que tínhamos em mente - México, Cuba ou República Dominicana - não seria indicado para viajar com o Marco. Dos três, o médico desaconselhou a República por estar próxima ao Haiti e haver risco de malária, e também Cuba porque, apesar de ser muito seguro, não tem grandes recursos. O Marco já tinha tomado as vacinas dos dois meses, tanto do Plano como as que são fora dele - damos sempre todas! - e por isso estávamos mais tranquilos. O médico aconselhou-nos a todos a vacina da Hepatite A mas não a fizemos, por opção (recomendam essa vacina para praticamente todos os destinos e a meu ver nem sempre é necessário). Posto isto, comprámos viagem para o México! 

Não estava nada preocupada com estas férias. Aliás, até achava que com o Marco iria ser muito mais fácil (por nesta fase ser um come-e-dorme, por ainda só beber leite e descomplicar a nível de alimentação, etc). A verdade é que foi o que aconteceu. Claro que fomos muito bem preparados para lá. Eu tenho uma super lista com várias categorias (alimentação, passeio, higiene, vestuário,...) e respetivos items a levar para as férias que utilizo sempre que viajamos. Assim nunca me esqueço de nada! 

As férias correram super bem com o Marco. A viagem de avião para lá foi mais chata porque durou mais de 12 horas (ficámos parvos porque já tinhamos ido ao México e os voos costumam durar cerca de 8 horas). A Mel foi dormindo uma horinha aqui, duas horinhas acolá. Brincou com plasticina, leu histórias, coloriu livros, etc. Usámos pela primeira vez a BedBox da JetKids, que é só a melhor coisinha de sempre para voar com miúdos! Podes ler mais sobre a BedBox aqui. Voámos com a Evelop e não tivemos direito a berço. Uma hospedeira avisou-me que a última fila do avião estava livre e fui para lá com o Marco, para o poder deitar. O Marco teve um voo mais atribulado porque estava com cólicas e acabámos mesmo por massajá-lo e estimulá-lo a bordo, na casa de banho do avião. Mas sem grande stress, não passou o voo a chorar e também tirou as suas sonecas. Para cá, o voo foi perfeito: 8 horinhas. Mal descolámos, a Mel adormeceu e só acordou minutos antes de aterrarmos. Já o Marco só acordou duas vezes para mamar e também passou o voo todo a dormir. A parte chata é que desta vez não havia lugares livres e foi a viagem toda ao colo. Se quiserem dicas para viajar de avião com os miúdos podem ler este post

Chegados ao México, ficámos maravilhados com o resort. Foi a nossa primeira vez num Iberostar - o Iberostar Paraíso Maya. Aquilo é um mundo e ao fim de uma semana não tinhamos explorado o resort todo. O primeiro dia foi um pouco desperdiçado com uma grande sesta, para recuperar o jetlag. Depois disso, acertámos todos o "relógio" e aproveitámos super bem a semana. A piscina principal era gigantesca (mesmo!), e para além dessa tinham ainda uma piscina de ondas, duas piscinas infantis - incríveis e com direito a mini espreguiçadeiras para os miúdos -, uma piscina desportiva e duas piscinas secretas. Havia também o Lazy River, uma espécie de canal que podíamos percorrer a relaxar em cima de uma bóia e a desfrutar de um bom cocktail. A praia foi uma desilusão, mas também já estávamos a contar com isso. Este ano a quantidade excessiva de algas e sargaço transformou o mar típico das caraíbas da Riviera Maya num mar turvo e escuro. A temperatura continuava perfeita, água super quentinha, mas não era de todo a mesma coisa. Só fomos à praia uma vez e o Marco estreou-se no mar! Não o quis levar à piscina por serem águas mais paradas e por todas as coisas que a água tem (xixis, cloro, etc). Esteve quase sempre à sombrinha mas também apanhou um sol aqui e ali, nas horas de menor calor - sempre, sempre com protetor 50+. 

O nosso resort tinha uns três ou quatro buffets e nove restaurantes temáticos (japonês, italiano, marisqueira, steak house, francês, mexicano,...), todos eles gratuitos e com comida maravilhosa. Os restaurantes eram espetaculares e fizemos refeições que, a pagar, teria sido uns 40/50€ por cabeça. Dois deles eram só para adultos e numa das noites fui jantar a um deles com o Mr. Right. No que toca à alimentação da Mel, a única alteração significativa foi o facto de não ter comido sopa (só tinham sopas típicas) mas também não nos preocupámos muito. Estávamos de férias e foi só uma semana. Comeu um gelado aqui e ali, picou umas batatas fritas, mas de resto comeu a comida de sempre: massa, arroz, batata, carne, peixe, legumes, fruta... há sempre de tudo nestes buffets e por norma a comida nunca tem muito sal, já a pensar nas crianças e nas pessoas mais velhas. 

O teatro tinha animação todas as noites: o primeiro show era para as crianças e o segundo para toda a família (espetáculo de Circo, Magia, Folclore Mexicano,...). O resort tinha imensos bares (incluindo um na piscina) e serviam as bebidas com álcool de qualidade (Bombay Saphire, Jack Daniels, Jim Beam, Havana Club, etc). Havia também um centro comercial com algumas lojas, uma Hamburgueria, uma Creparia e uma Casa de Tacos (tudo gratuito). Mas o melhor de tudo é que tinha um carrossel! A Mel delirou! Ao lado havia uma casinha onde ofereciam algodão doce, pipocas, gomas, espetadas de fruta e os típicos gelados de máquina. O resort tinha dois parques infantis gigantes e ainda um Kids Club (a partir dos 4 anos). 

Durante as férias tivemos apenas dois pequenos percalços. O primeiro foi o Marco, a meio das férias, ter ficado com uma conjuntivite. Eu que vou sempre ultra mega precavida e levo medicação para tudo e mais alguma coisa (literalmente meia mala de mão é para medicamentos), o que é que não tinha levado? Pomada para a conjuntivite. Claro. No entanto, fomos à farmácia do resort e comprámos umas gotas próprias para ele (muitas vezes os hotéis não têm farmácia mas sim lojas de conveniência que vendem muita desta medicação recorrente. Se não encontram o que precisam lá, há sempre uma farmácia fora da área do resort). O segundo imprevisto teve a ver com o leite. O Marco bebeu muito mais leite adaptado do que contávamos e por isso a lata que levámos connosco não foi suficiente. Como já tínhamos feito o nosso passeio à Playa del Carmen (centro turístico), falámos com o Concierge do hotel, que rapidamente resolveu o nosso problema. Passado duas horas tínhamos uma lata de NAN1 (o leite que ele bebe) nas mãos. 

Três coisas que nos deram muito, muito jeito nesta viagem foram o carrinho de bebé do Marco (levámos apenas a alcofa, para que pudesse tirar umas belas sestinhas ao longo do dia); o sling de argolas da aMaMa, super prático para passear e também entrar e sair do avião com o Marco; os sacos de esterilização da Medela, para que pudéssemos esterilizar os biberões e chupetas no microondas da suite. 

Decidimos não fazer nenhum passeio/tour porque já era a nossa segunda vez no México (tinhamos ido em 2013 só os dois) e porque os miúdos ainda são muito pequeninos. Mas se quiserem dicas sobre o que visitar, aconselho as pirâmides do Chichen Itza - aquele clássico obrigatório!, os cenotes  (uma espécie de poço gigante subterrâneo com água cristalina) também são incríveis e nós visitámos um dos mais bonitos, o Cenote Ik Kil; por fim, a ilha Contoy - há várias ilhas que podem visitar no México mas esta é especial porque não é habitada, é uma reserva ambiental e tem praias paradisíacas dignas de filme. Apesar de não termos feito nenhum tour, decidimos alugar uma mini van (para cabermos os seis mais o carrinho de bebé) e ir até à Playa del Carmen. Lá há uma grande avenida à beira mar super famosa, com imensas lojas, restaurantes e cafés. Aproveitámos para comprar os recuerdos. 

Cada vez mais nos vemos a viajar com os nossos filhos. Para mim, a logística de umas férias em Espanha ou na Ásia é exatamente a mesma. Só muda a duração do voo e, acreditem, a viagem de avião não é o bicho papão que tanta gente julga! Nós adoramos viajar e não vamos deixar de o fazer só porque agora temos os miúdos; nem vamos deixá-los em terra por receios ou conveniências. Claro que ajudou muito a minha irmã e a minha tia terem ido connosco nestas férias. Posso-vos dizer que a Mel deu muito mais trabalho que o Marco. Fez cada birra de nos deixar verdadeiramente exaustos e ainda estamos a tentar perceber o porquê. Achamos que foi por terem sido os primeiros dias a sério a quatro porque, na verdade, o Mr. Right ainda não tinha tirado nenhum dia (à parte das folgas) desde que o Marco nasceu. Em suma, não deu para descansar tanto quanto gostaríamos mas passámos muito bons momentos em família e isso fica para sempre! E não vou contar quantos mojitos bebi para não ficarem com má impressão minha! Ahaha.

Por último, comprámos a nossa viagem na Agência Abreu e custou-nos cerca de 1300€ por pessoa. O Marco só pagou taxas e a Mel pagou cerca de metade deste valor. Não foram umas férias baratas, claro está. A primeira vez que fomos ao México pagámos 800 e tal euros mas também ficámos num resort muuuuito abaixo deste - o Riu Lupita. Já para não falar que não estamos em época baixa. No entanto, achamos que valeu cada euro porque a nível de infraestruturas e serviços foi o melhor resort onde já estivemos! A alimentação também era muito boa e o staff muito porreiro. Na minha opinião, viajar para as Caraíbas compensa sempre mais por agência (sobretudo se for em regime de tudo incluído, como nós vamos sempre); já para outro tipo de destinos, como Europa ou Sudeste Asiático, cada vez mais preferimos tratar de tudo por nossa conta (foi o que fizemos na nossa viagem à Tailândia e Indonésia). Se tiverem mais alguma questão, que não tenha sido abordada neste post, apitem! 

Aqui ficam algumas fotos das nossas férias. Se quiserem ver mais momentos (e espaços do hotel) espreitem o nosso instagram: @entrefraldasemojitos. Criei um separador no nosso perfil chamado "México" com todos os stories que fiz durante as férias!

Rita

Antes da descolagem


A bedbox da JetKids


Isto era cerca de 1/3 da piscina principal

Uma das piscinas infantis, a outra era uma piscina de bolas!

Mini espreguiçadeiras, tão fofas!






Primeira vez no mar!







O primeiro shot do Marco



Piscina de ondas






Lazy River


Playa del Carmen





Margaritas a 3,50€!





Restaurante francês do resort - só para adultos

Espetáculo de folclore mexicano





Um dos nossos melhores amigos nestas férias: o sling de argolas da aMaMa



Nós os quatro!