domingo, 2 de dezembro de 2018

Fomos ao México com os miúdos!

Na semana passada estivemos de férias no México e levámos os nossos filhos connosco: a Mel, de dois anos, e o Marco, de dois meses. Foi a primeira vez que viajámos com um bebé tão pequenino. As primeiras férias que fizemos com a Mel foram em Bali - podem ver sobre essa nossa viagem aqui e também aqui - e ela já tinha um ano. Queríamos muito fazer estas férias já que desde o nascimento do Marco ainda não tínhamos tido uns dias juntos em família - e também para fugir ao frio, eheh. Desta vez, a minha irmã e a minha tia - que é também das melhores amigas do Mr. Right - foram connosco. 

Começámos por fazer uma consulta do viajante, como fazemos sempre, para saber se algum dos destinos que tínhamos em mente - México, Cuba ou República Dominicana - não seria indicado para viajar com o Marco. Dos três, o médico desaconselhou a República por estar próxima ao Haiti e haver risco de malária, e também Cuba porque, apesar de ser muito seguro, não tem grandes recursos. O Marco já tinha tomado as vacinas dos dois meses, tanto do Plano como as que são fora dele - damos sempre todas! - e por isso estávamos mais tranquilos. O médico aconselhou-nos a todos a vacina da Hepatite A mas não a fizemos, por opção (recomendam essa vacina para praticamente todos os destinos e a meu ver nem sempre é necessário). Posto isto, comprámos viagem para o México! 

Não estava nada preocupada com estas férias. Aliás, até achava que com o Marco iria ser muito mais fácil (por nesta fase ser um come-e-dorme, por ainda só beber leite e descomplicar a nível de alimentação, etc). A verdade é que foi o que aconteceu. Claro que fomos muito bem preparados para lá. Eu tenho uma super lista com várias categorias (alimentação, passeio, higiene, vestuário,...) e respetivos items a levar para as férias que utilizo sempre que viajamos. Assim nunca me esqueço de nada! 

As férias correram super bem com o Marco. A viagem de avião para lá foi mais chata porque durou mais de 12 horas (ficámos parvos porque já tinhamos ido ao México e os voos costumam durar cerca de 8 horas). A Mel foi dormindo uma horinha aqui, duas horinhas acolá. Brincou com plasticina, leu histórias, coloriu livros, etc. Usámos pela primeira vez a BedBox da JetKids, que é só a melhor coisinha de sempre para voar com miúdos! Podes ler mais sobre a BedBox aqui. Voámos com a Evelop e não tivemos direito a berço. Uma hospedeira avisou-me que a última fila do avião estava livre e fui para lá com o Marco, para o poder deitar. O Marco teve um voo mais atribulado porque estava com cólicas e acabámos mesmo por massajá-lo e estimulá-lo a bordo, na casa de banho do avião. Mas sem grande stress, não passou o voo a chorar e também tirou as suas sonecas. Para cá, o voo foi perfeito: 8 horinhas. Mal descolámos, a Mel adormeceu e só acordou minutos antes de aterrarmos. Já o Marco só acordou duas vezes para mamar e também passou o voo todo a dormir. A parte chata é que desta vez não havia lugares livres e foi a viagem toda ao colo. Se quiserem dicas para viajar de avião com os miúdos podem ler este post

Chegados ao México, ficámos maravilhados com o resort. Foi a nossa primeira vez num Iberostar - o Iberostar Paraíso Maya. Aquilo é um mundo e ao fim de uma semana não tinhamos explorado o resort todo. O primeiro dia foi um pouco desperdiçado com uma grande sesta, para recuperar o jetlag. Depois disso, acertámos todos o "relógio" e aproveitámos super bem a semana. A piscina principal era gigantesca (mesmo!), e para além dessa tinham ainda uma piscina de ondas, duas piscinas infantis - incríveis e com direito a mini espreguiçadeiras para os miúdos -, uma piscina desportiva e duas piscinas secretas. Havia também o Lazy River, uma espécie de canal que podíamos percorrer a relaxar em cima de uma bóia e a desfrutar de um bom cocktail. A praia foi uma desilusão, mas também já estávamos a contar com isso. Este ano a quantidade excessiva de algas e sargaço transformou o mar típico das caraíbas da Riviera Maya num mar turvo e escuro. A temperatura continuava perfeita, água super quentinha, mas não era de todo a mesma coisa. Só fomos à praia uma vez e o Marco estreou-se no mar! Não o quis levar à piscina por serem águas mais paradas e por todas as coisas que a água tem (xixis, cloro, etc). Esteve quase sempre à sombrinha mas também apanhou um sol aqui e ali, nas horas de menor calor - sempre, sempre com protetor 50+. 

O nosso resort tinha uns três ou quatro buffets e nove restaurantes temáticos (japonês, italiano, marisqueira, steak house, francês, mexicano,...), todos eles gratuitos e com comida maravilhosa. Os restaurantes eram espetaculares e fizemos refeições que, a pagar, teria sido uns 40/50€ por cabeça. Dois deles eram só para adultos e numa das noites fui jantar a um deles com o Mr. Right. No que toca à alimentação da Mel, a única alteração significativa foi o facto de não ter comido sopa (só tinham sopas típicas) mas também não nos preocupámos muito. Estávamos de férias e foi só uma semana. Comeu um gelado aqui e ali, picou umas batatas fritas, mas de resto comeu a comida de sempre: massa, arroz, batata, carne, peixe, legumes, fruta... há sempre de tudo nestes buffets e por norma a comida nunca tem muito sal, já a pensar nas crianças e nas pessoas mais velhas. 

O teatro tinha animação todas as noites: o primeiro show era para as crianças e o segundo para toda a família (espetáculo de Circo, Magia, Folclore Mexicano,...). O resort tinha imensos bares (incluindo um na piscina) e serviam as bebidas com álcool de qualidade (Bombay Saphire, Jack Daniels, Jim Beam, Havana Club, etc). Havia também um centro comercial com algumas lojas, uma Hamburgueria, uma Creparia e uma Casa de Tacos (tudo gratuito). Mas o melhor de tudo é que tinha um carrossel! A Mel delirou! Ao lado havia uma casinha onde ofereciam algodão doce, pipocas, gomas, espetadas de fruta e os típicos gelados de máquina. O resort tinha dois parques infantis gigantes e ainda um Kids Club (a partir dos 4 anos). 

Durante as férias tivemos apenas dois pequenos percalços. O primeiro foi o Marco, a meio das férias, ter ficado com uma conjuntivite. Eu que vou sempre ultra mega precavida e levo medicação para tudo e mais alguma coisa (literalmente meia mala de mão é para medicamentos), o que é que não tinha levado? Pomada para a conjuntivite. Claro. No entanto, fomos à farmácia do resort e comprámos umas gotas próprias para ele (muitas vezes os hotéis não têm farmácia mas sim lojas de conveniência que vendem muita desta medicação recorrente. Se não encontram o que precisam lá, há sempre uma farmácia fora da área do resort). O segundo imprevisto teve a ver com o leite. O Marco bebeu muito mais leite adaptado do que contávamos e por isso a lata que levámos connosco não foi suficiente. Como já tínhamos feito o nosso passeio à Playa del Carmen (centro turístico), falámos com o Concierge do hotel, que rapidamente resolveu o nosso problema. Passado duas horas tínhamos uma lata de NAN1 (o leite que ele bebe) nas mãos. 

Três coisas que nos deram muito, muito jeito nesta viagem foram o carrinho de bebé do Marco (levámos apenas a alcofa, para que pudesse tirar umas belas sestinhas ao longo do dia); o sling de argolas da aMaMa, super prático para passear e também entrar e sair do avião com o Marco; os sacos de esterilização da Medela, para que pudéssemos esterilizar os biberões e chupetas no microondas da suite. 

Decidimos não fazer nenhum passeio/tour porque já era a nossa segunda vez no México (tinhamos ido em 2013 só os dois) e porque os miúdos ainda são muito pequeninos. Mas se quiserem dicas sobre o que visitar, aconselho as pirâmides do Chichen Itza - aquele clássico obrigatório!, os cenotes  (uma espécie de poço gigante subterrâneo com água cristalina) também são incríveis e nós visitámos um dos mais bonitos, o Cenote Ik Kil; por fim, a ilha Contoy - há várias ilhas que podem visitar no México mas esta é especial porque não é habitada, é uma reserva ambiental e tem praias paradisíacas dignas de filme. Apesar de não termos feito nenhum tour, decidimos alugar uma mini van (para cabermos os seis mais o carrinho de bebé) e ir até à Playa del Carmen. Lá há uma grande avenida à beira mar super famosa, com imensas lojas, restaurantes e cafés. Aproveitámos para comprar os recuerdos. 

Cada vez mais nos vemos a viajar com os nossos filhos. Para mim, a logística de umas férias em Espanha ou na Ásia é exatamente a mesma. Só muda a duração do voo e, acreditem, a viagem de avião não é o bicho papão que tanta gente julga! Nós adoramos viajar e não vamos deixar de o fazer só porque agora temos os miúdos; nem vamos deixá-los em terra por receios ou conveniências. Claro que ajudou muito a minha irmã e a minha tia terem ido connosco nestas férias. Posso-vos dizer que a Mel deu muito mais trabalho que o Marco. Fez cada birra de nos deixar verdadeiramente exaustos e ainda estamos a tentar perceber o porquê. Achamos que foi por terem sido os primeiros dias a sério a quatro porque, na verdade, o Mr. Right ainda não tinha tirado nenhum dia (à parte das folgas) desde que o Marco nasceu. Em suma, não deu para descansar tanto quanto gostaríamos mas passámos muito bons momentos em família e isso fica para sempre! E não vou contar quantos mojitos bebi para não ficarem com má impressão minha! Ahaha.

Por último, comprámos a nossa viagem na Agência Abreu e custou-nos cerca de 1300€ por pessoa. O Marco só pagou taxas e a Mel pagou cerca de metade deste valor. Não foram umas férias baratas, claro está. A primeira vez que fomos ao México pagámos 800 e tal euros mas também ficámos num resort muuuuito abaixo deste - o Riu Lupita. Já para não falar que não estamos em época baixa. No entanto, achamos que valeu cada euro porque a nível de infraestruturas e serviços foi o melhor resort onde já estivemos! A alimentação também era muito boa e o staff muito porreiro. Na minha opinião, viajar para as Caraíbas compensa sempre mais por agência (sobretudo se for em regime de tudo incluído, como nós vamos sempre); já para outro tipo de destinos, como Europa ou Sudeste Asiático, cada vez mais preferimos tratar de tudo por nossa conta (foi o que fizemos na nossa viagem à Tailândia e Indonésia). Se tiverem mais alguma questão, que não tenha sido abordada neste post, apitem! 

Aqui ficam algumas fotos das nossas férias. Se quiserem ver mais momentos (e espaços do hotel) espreitem o nosso instagram: @entrefraldasemojitos. Criei um separador no nosso perfil chamado "México" com todos os stories que fiz durante as férias!

Rita

Antes da descolagem


A bedbox da JetKids


Isto era cerca de 1/3 da piscina principal

Uma das piscinas infantis, a outra era uma piscina de bolas!

Mini espreguiçadeiras, tão fofas!






Primeira vez no mar!







O primeiro shot do Marco



Piscina de ondas






Lazy River


Playa del Carmen





Margaritas a 3,50€!





Restaurante francês do resort - só para adultos

Espetáculo de folclore mexicano





Um dos nossos melhores amigos nestas férias: o sling de argolas da aMaMa



Nós os quatro!






quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A Mel não reagiu muito bem à chegada do Marco

Antes do Marco nascer já sabíamos que não ia ser tudo um mar de rosas. Acho que, acima de tudo, estávamos curiosos para ver a reação da Mel. Como ela iria reagir à nossa nova realidade, connosco, mas sobretudo como é que ela se iria comportar com o Marco. 

Assim que o conheceu no hospital (partilhei convosco o vídeo há uns dias) criou logo um grande laço com ele. Afeiçoou-se muito ao Marco desde o primeiro instante e o carinho que nutre por ele está à vista de todos. Na verdade, derrete-nos o coração. É super hiper mega carinhosa, adora abraçá-lo e dar-lhe beijinhos. Também gosta de esborrachá-lo - quem não gosta? Os bebés são deliciosos - e aí temos que ter alguma supervisão, ahah. Quando o Marco chora vem avisar-nos, preocupada, e toma logo a iniciativa de lhe colocar a chupeta na boca. Também costuma pôr um bocadinho de aero-om quando ele chora muito (nós dissemos-lhe que era o remédio do mano e ela não faz a mínima ideia de que aquilo é doce). Chega da escola e vem a correr enchê-lo de miminhos. Chama-o de "fofinho", canta e brinca com ele e deixa muitas vezes um peluche dela ao lado dele para lhe fazer companhia, quando está a dormir. Às vezes vamos no carro, eles no banco de trás, lado a lado, e o Marco começa a chorar. Ela diz-lhe sempre "Tou aqui, Marco", "Já passou, Marco". E nós derretemos de amor. 

Connosco as coisas passaram-se de maneira diferente. Desde que o Marco nasceu, a Mel começou a fazer mais birras. Aquele "choro" sem lágrimas, sabem como é? Pede-nos mais vezes colo, muitas das vezes quando vê que estou com o Marco ao colo ou a dar-lhe de mamar. Deixou de fazer a rotina dela cá em casa com a leveza que fazia anteriormente. Na hora do banho, birra. Para ir dormir, birra. Mas o pior foi às refeições. A Mel que sempre comeu tão bem começou a fazer birras para comer. Mal a sentávamos na mesa dizia que não queria comer, cruzava os braços, virava-se para trás e só depois de muito suor (nosso) e muita imaginação é que lá conseguíamos que jantasse. E não comia tudo. Na escolinha continuava a comer a refeição toda normalmente portanto percebemos que o problema era connosco. Foi cansativo e frustrante. Ultimamente tem estado muito melhor e parece estar a voltar ao que era. 

Sabemos que é uma fase nova para ela e também não estávamos à espera que ela lidasse com tudo isto sem apresentar qualquer sinal de desconforto. Tudo isto são chamadas de atenção e não as tomamos de ânimo leve. A verdade é que a Mel ainda é muito pequenina e nestes dois anos sempre teve a atenção toda virada para ela. Agora tem que dividir o tempo e os mimos com o irmão. O que temos feito é mostar-lhe que continuamos aqui para ela, para lhe dar colo, brincar e ensinar. Quando o Marco está a dormir vou para o quarto dela e brincamos, só as duas. Noto que ela valoriza esses momentos e ainda bem, porque eu também! Tentamos incluí-la nos cuidados com o Marco (e ela gosta!) para que sinta que somos todos uma família. Pessoalmente, estou super feliz por ela ter tido esta reação menos boa connosco, no dia-a-dia, e não com o Marco. Podia ter lidado com ele de uma forma totalmente diferente, sendo ciumenta e até mesmo agressiva. Pelo menos com ele, ela é maravilhosa. O resto irá ao lugar, tudo a seu tempo. Tudo ao tempo dela.

Rita 

Foto maravilhosa do Contam'Estórias Fotografia

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Há guerreiras desse lado?!

Ponha o dedo no ar quem, infelizmente, tem ou já teve uma familiar ou amiga com cancro da mama. Eu já. É uma doença filha da mãe e as mulheres que passam por ela são verdadeiras guerreiras! 

E por isso queria dar-vos a conhecer uma campanha solidária que tem como objetivo apoiar todas estas mulheres guerreiras. A ação é desenvolvida pela Dama de Copas - a minha loja de lingerie preferida de todo o sempre - e pelo Fundo iMM-Laço. Todas as mulheres são bonitas e têm o seu valor, com todas as suas experiências e marcas de vida. O cancro da mama continua a ser o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e, por isso, é importante
encontrar soluções que o combatam. A descoberta de uma cura é crucial e o investimento em investigação científica é fundamental para encontrar esse caminho. Por isso, até dia 31 de Dezembro, por cada soutien desportivo vendido, a Dama de Copas doa 10% do seu valor para o Fundo iMM-Laçoque apoia anualmente projetos de investigação na área do cancro da mama, procurando assim dar resposta a milhares de mulheres que todos os anos são diagnosticadas com esta doença.

Porquê o soutien desportivo? 
Todas as mulheres que enfrentam o cancro são autênticas guerreiras. O soutien desportivo é o aliado perfeito para todas as mulheres que lutam. É um modelo forte e resistente, que protege a mama face aos exercícios mais árduos e de maior impacto. A Dama de Copas tem muitíssimos modelos, com ou sem aros, com copa moldada ou mole e em várias cores e padrões. Têm disponível nos tamanhos 28 ao 46 de costas e das copas B à J! O soutien desportivo é um modelo ótimo para mulheres que passaram pelo cancro da mama pois, sendo mais coberto, funciona perfeitamente para próteses ou simplesmente para proteger mais o peito.

Eu não podia passar ao lado desta campanha solidária e já tenho o meu. Escolhi o soutien desportivo Coral, sem aros, porque nesta fase de pós-parto é o mais confortável para mim. Ah, e não ando no ginásio. Aliás, sabem qual é o meu verdadeiro exercício físico diário? Estes dois. A verdade é que um soutien desportivo é super prático para estar em casa ao fim de semana, quando passamos o dia todo com os miúdos, ou quando tiramos umas horas para as tarefas domésticas. Ele é tão confortável que podemos usá-lo para muito mais do que uma aula de cycling. 


Para terminar, queria só deixar a indicação que a Dama de Copas têm um serviço chamado "Bra Fitting Rosa". Isto é, têm nas lojas soluções para as mulheres que já passaram pelo cancro da mama. O aconselhamento do soutien certo é gratuito e feito tendo em conta o tipo de cirurgia que a mulher fez: uma cirurgia conservadora da mama, uma mastectomia ou uma reconstrução mamária. Para diferentes casos haverá diferentes necessidades de soutiens (por exemplo, com ou sem aros) e talvez até de uma prótese mamária. Têm soutiens já adaptados para próteses mas qualquer modelo pode ser adaptado para tal, incluindo a linha de banho (biquinis!). 

Rita 

sábado, 3 de novembro de 2018

"Estás a amamentar?"


Pensei um bom bocado antes de escrever este post. No que toca à amamentação, há dez vezes mais palpiteiras do que em relação a qualquer outro tema da maternidade. Por outro lado, aqui no blog tenho sempre partilhado as minhas experiências e por isso desta vez vou contar-vos como tem corrido a amamentação com o Marco. Desde que nasceu fez uma boa pega e mamou muito bem, sempre em livre demanda. Quando esteve internado no hospital com bronquiolite, estive sempre lá com ele para poder amamentá-lo e, surpreendentemente, nesses dias não perdeu peso (aumentou muito pouco, mas não emagreceu, e eu fiquei super feliz). Quando completou um mês de vida, eu comecei a trabalhar. Tenho a sorte de poder trabalhar a partir de casa e poder estar com ele o tempo todo, salvo quando tenho que me ausentar para reuniões de trabalho. Nesses dias (horas) em que tenho que sair de casa - uma ou duas vezes por semana, ele bebe um biberão de leite adaptado. 

Nunca consegui extrair leite com a bomba. Nem quando amamentava a Mel, nem agora com ele. Tentei várias vezes, de manhã e à noite, sozinha ou enquanto dava de mamar. Estava meia hora com a bomba para tirar uns míseros 10ml, uma tortura. Informei-me e sei que é uma situação comum a outras mulheres, já que a estimulação que um bebé faz ao mamar é muito diferente da de uma máquina. 

(Já agora: Tenho a Bomba Swing da Medela - está praticamente nova, em caixa, com todos os acessórios e vendo a um bom preço! E ainda ofereço sacos de congelação. Se alguém estiver interessado, envie mensagem!)

Portanto, ligámos o descomplicómetro e introduzimos o leite adaptado. A Mel bebeu LA desde a primeira semana de vida e está aí, maravilhosa e saudável. Continuando. Estava contente por estar a correr tudo melhor desta vez, o Marco continuava a mamar muito bem e a prova disso foi quando fomos ao pediatra e, ao ser pesado, vimos que estava para o gordito.

Na semana passada, começámos a notar que ele não ficava saciado depois de mamar e começava a chorar - que rapidamente evoluía para berrar - com fome. Mamava bem, sem pausas ou sonolência, até que ao fim de uns (dez?) minutos, se debatia com o mamilo e chorava a pedir mais. Acalmava-o, punha-o a arrotar e depois novamente na mama. Tudo na mesma. Passava para a outra mama e começava a mamar tranquilamente até que, passado um tempo, acontecia tudo outra vez, a terminar num choro desesperado, punhos cerrados e boca à procura de comida. Decidimos fazer um biberão e bebeu-o todo. Fiquei triste, chorei e pedi-lhe desculpa. No dia seguinte, fui ao site das CAM’s (Conselheiras em Aleitamento Materno) de Portugal e procurei ajuda. A Catarina, que é CAM, esteve cá em casa esta semana. Viu o Marco a mamar e confirmou que ele faz uma boa pega e mama muito bem. Não vou estar aqui a entrar em pormenores porque acho que não faz sentido, mas não estarei a produzir leite suficiente para ele neste momento. Cada mãe é uma mãe e cada bebé é um bebé. A Catarina explicou-me o que posso fazer para aumentar produção de leite, ajudou-me a lidar com o Marco nestes momentos e como diminuir/“enganá-lo” com a dosagem do suplemento. Deu-me muita força.

Quero muito continuar a amamentar, sei perfeitamente que só traz vantagens para ele e para mim (a única - grande - desvantagem é mesmo a privação do álcool

). Vamos ver como corre! Se puder voltar a amamentar em exclusivo, perfeito!, se continuar a dar de mamar juntamente com o leite adaptado, sem problema... e se, entretanto, o Marco passar a beber somente leite adaptado, também está tudo bem! É esta a minha - a nossa - postura e era isto que queria partilhar convosco. Se fiquei triste com tudo isto? Sim, na altura fiquei. Mas só quero o melhor para o meu filho. E o melhor para ele é crescer saudável e feliz. Independentemente do tipo de leite que bebe. Nem sempre corre tudo como esperamos mas podemos pedir ajuda, e trabalhar para melhorar as coisas! Se no final não resultar, há-de ficar sempre tudo bem.

Rita