segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Olhem-me só este bolo!

Como vos mostrei no post de ontem, há dias fizemos uma festa conjunta cá em casa: o Chá de Bebé e o aniversário do Mr. Right. Um dois em um já que aos oito meses de gravidez eu não tenho estofo para ser anfitriã de grandes festarolas. 

Apesar do Chá de Bebé ter merecido uma decoração mimosa, não quis que o bolo fosse demasiado "abebézado", se e é que me entendem. O bolo que teria que servir para as duas celebrações e por isso pensei num design bonito, simples e elegante. 




Quem o fez foi a Doce Maria. Encomendei-lhe um bolo pela primeira vez no ano passado, no primeiro aniversário da Mel. Adorei o resultado, o bolo estava exatamente como eu tinha idealizado: lindo por fora e delicioso por dentro. Desta vez foi a mesma coisa. Pedi um bolo maior, de dois andares, porque éramos mais pessoas na festa. Por fora era simples e elegante, decorado com suspiros e raffaellos. Por dentro, uma delícia: escolhi a massa de iogurte de coco e o recheio de leite condensado e coco. Escolhi coco por ser o preferido do Mr. Right mas a verdade é que toda a gente adorou! Só sobraram duas fatias! 





A Mel vai fazer dois aninhos agora em Setembro e vou voltar a encomendar-lhe um bolo. O tema da festa já está escolhido mas ainda vou procurar algumas ideias. Tenho a certeza de que ficará tal e qual o que quero, como sempre. Deixo-vos aqui mais alguns bolos da Doce Maria, lindos lindos, para se inspirarem para as vossas festas. Não deixem de visitar a página para se babarem com os bolos lindos que a Isabel faz.



Rita


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domingo, 19 de agosto de 2018

O Chá de Bebé

Esta semana fizemos uma festa cá em casa. Na verdade foi um 2 em 1: comemorámos o aniversário do Mr. Right e fizemos o Chá de Bebé. Foi um dia super bem passado junto dos que mais gostamos, a família e os amigos. 
Decidi que iria eu organizar as coisas e não contratámos nenhuma empresa organizadora de eventos (tal como no Chá de Bebé da Mel, que podem ver aqui). Tinha tempo, tinha ideias e pus mãos à obra. Também decidi logo que não queria nada muito rebuscado mas sim algo simples e mimoso. As fotos foram tiradas logo no início, quando os primeiros convidados estavam a chegar. Depois não peguei mais na máquina ou no telemóvel - simplesmente curtimos a festa!


Montámos na sala uma mesa decorada para o Chá de Bebé. Comprei uma grinalda numa destas lojas de decoração de festas e usei as rodelas de troncos de árvores da À Manápula (uso-as muito nas festinhas, acho que são super versáteis!). Comprei umas flores, tratei das lembranças e fiz um bolo de fraldas (vou colocar no stories do Instagram o passo a passo do bolo de fraldas, é muito fácil de se fazer!). 




Como a festa não era somente destinada ao Chá de Bebé e era também o aniversário do Mr. Right, quis um bolo que fosse bonito e que desse para as duas celebrações. Mais uma vez mandei fazer na Doce Maria e ficou maravilhoso - por dentro e por fora! 


As lembranças... confesso que foi das coisas que mais gozo me deu preparar e toda a gente adorou! Comprei mini garrafas de espumante, retirei-lhes os rótulos originais e criei uns novos. Depois foi só imprimir em papel autocolante e voilá! Nas garrafas pode ler-se "Quando eu nascer, abre a garrafa e brinda!". A ideia é os convidados colocarem o espumante no frigorífico e, quando souberem da boa nova, brindarem nas suas casas o nascimento do/a bebé. 



Desta vez como juntámos as duas festas e éramos muitos (no Chá de Bebé da Mel só foi mulherio), decidi não fazer jogos e brincadeiras. Estivemos mais no convívio uns com os outros, dentro e fora de casa. No entanto, não deixei de ter algo em jeito de brincadeira e, na mesa, os convidados podiam personalizar as futuras fraldas do bebé e ainda votar no sexo da criança (Menino foi quem teve mais votos). 


Quanto aos comes e bebes, também conversei logo com o Mr. Right e disse-lhe que não estava com disposição para comprar e preparar docinhos, salgadinhos, folhadinhos e mais inhos. Queria mesmo algo prático e por isso decidimos montar uma mesa de cachorros quentes. Afinal de contas é algo que toda a gente gosta e podiam fazer ao gosto de cada um: tinhamos pão, salsichas (incluindo de tofu), batata palha, alface, cebola crocante, fiambre e queijo. E molhos com fartura. Foi uma escolha prática e bem sucedida. 


Para beber fizemos jarros de limonada (alguns decidiram dar-lhe um toque de rum), cidras e água. 




Agora que o Chá de Bebé passou, é hora de preparar a festinha dos dois anos da Mel. Nunca se sabe se estarei no hospital aquando do aniversário dela e não quero que o homem pire de vez. 

Rita


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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

As nossas férias em Martinica!

Fomos de férias para Martinica. Foi a primeira vez da Mel nas caraíbas e a nossa primeira vez no Club Med. Como já comentei convosco, dependendo do destino e do tipo de viagem, marcamos as nossas férias por agência ou tratamos nós de tudo. Já tínhamos ouvido falar do Club Med e depois de espreitarmos o site deles vimos que era bastante prático: comprámos diretamente com eles o voo, os transfers e a estadia. Como estou grávida do Marco, ainda andámos a pesquisar destinos seguros para mim, neste caso que não tivessem o vírus Zika. Lá encontrámos Martinica e, depois de vermos algumas imagens na net e conhecermos o resort deles lá, decidimos que seria o nosso destino de férias! O voo não nos preocupou, já tinhamos feito uma viagem grande quando fomos para Bali - podem ver dicas para viajar de avião com os miúdos aqui.



E que férias de sonho! Sabem que costumamos contar sempre como correm as nossas viagens e dar-vos o feedback dos hóteis/destinos. Posso dizer-vos que o Club Med foi dos melhores resorts onde já estivemos. Em termos de alimentação - que para nós é uma questão super importante - foi mesmo o melhor. Tínhamos imensa variedade, a comida era diferente todos os dias... e não eram os clássicos buffets a que estamos habituados. Tínhamos chefs a cozinhar para nós e pratos feitos na hora. Peixes típicos grelhados, marisco... até bife wellington tivemos. Comemos pratos dignos de restaurantes de luxo, onde pagaríamos bastante. E a qualidade e sabor eram ótimos. Têm várias opções para crianças: há sempre massas, arroz, batata, peixe e carne (o mais básico) e têm ainda uma estação dedicada aos bebés. Lá encontrávamos sempre boiões de legumes e/com carne ou peixe e também boiões de fruta. Tinham iogurtes de sabores e naturais, bem como microondas e aquecedor de biberões. Muito completo. E este Club Med não era direccionado especificamente para famílias... imagino os que sejam!


E comer com esta vista?!
À parte da alimentação o staff era muito simpático. Martinica é uma ilha mesmo bonita. Desde as praias, às palmeiras... o resort tinha jardins lindos. Fartei-me de tirar fotografias à Mel!




A vista da nossa varanda



Acho que o bebé também gostou do spot
A Mel e a tia-avó, que veio connosco de férias



A piscina era porreira mas fomos lá poucas vezes porque a praia era fabulosa. Muitas vezes saíamos da praia ao final do dia e lá íamos dar um mergulho na piscina. A Mel aproveitava para brincar com as bóias que lá tinham. 







A praia era de areal pequeno, mesmo à filme, e com pouquíssima gente. A água era deliciosa, a uma temperatura ótima, e a Mel adorou cada momento que lá passou. Não sei como não ganhou guelras ao passar tanto tempo dentro de água.











Dormia as sestas na espreguiçadeira, à sombra, e mal acordava retomava a brincadeira. Como foi a primeira vez dela nas Caraíbas, estava com um bocado de receio que ela fosse sofrer com o calor, mas correu tudo bem (em Bali fez uma pequena reação ao sol). Certificávamo-nos que bebia água várias vezes ao dia e que ficava à sombra nos períodos de maior calor. 



O resort tem várias atividades gratuitas e que podemos fazer as vezes que quisermos, nomeadamente snorkeling e paddle. Gostava muito de experimentar paddle mas tive algum receio das quedas e decidi deixar para outra altura. Já o snorkeling fizemos várias vezes. Alugámos as máscaras para fazermos livremente e também fomos com o staff do resort de barco até mar alto, a uma zona só de corais (a Mel ficou com a minha tia, que foi de férias connosco). 



Nós prestes a entrar no barco para fazer snorkeling

Se formos a pagar para fazer este tipo de atividades durante as férias ainda fica caro por isso achámos mesmo porreiro oferecerem-nas aos hóspedes durante a estadia!

Agora... Vamos falar sobre os cocktails? De todos os resorts onde já ficámos, este foi onde faziam os melhores cocktails. Saborosos, diferentes todos os dias e sem aquelas quantidades exageradas de açúcar líquido. Claro que eu tinha que estar grávida e, por isso, confinada aos cocktails sem álcool. Que por sinal também eram bem bons!


Caaalma, era o cocktail do pai!

Um dos meus cocktails sem álcool, com fruta fresca

Saímos um dia para passear. Fomos até à vila mais próxima a pé, pelas praias. Uma vila pequenina, onde aproveitámos para reabastecer o stock de fraldas da Mel (encontra-se sempre o que precisamos, é só preciso procurar). Era um supermercado minúsculo mas tinha fraldas, toalhitas, leite em pó, papas e boiões de sopa/fruta. Havia, claro, várias lojinhas, uma farmácia e restaurantes. Regressámos também a pé, numa caminhada gostosa à beira mar. A Mel viu um caranguejo branco, que se confundia com a areia, e ficou toda contente.





O resort tinha espetáculos temáticos à noite e nós marcávamos sempre presença em primeira fila. A Mel adorou ver o do Tarzan! Durante o dia chegou a participar numas aulas de Zumba que os instrutores organizavam para quem se quisesse juntar.

Foram umas férias mesmo tranquilas. Comer, apanhar sol, dormir, beber cocktails e nadar no mar. Ficámos muito impressionados com a qualidade do Club Med e de certeza que, no futuro, voltaremos a ir de férias com eles. A nível de qualidade/preço achamos que está bem porreiro! Vocês já alguma vez experimentaram algum dos resorts do Club Med? Que destino aconselham?
Quanto a Martinica, simplesmente adorámos. Por não ser um dos destinos mais comuns das caraíbas (como por exemplo México ou República Dominicana), é mais especial e exclusivo. Não encontrámos grandes areais cheios de gente a passar férias. Muitas vezes éramos só nós na praia. Recomendamos muito!

Se forem ao nosso instagram @entrefraldasemojitos encontram um separador no perfil com vários vídeos e fotografias da nossa estadia em Martinica! 

Beijos e mojitos,
Rita 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

"Que sorte a tua filha comer bem!"

Já ouvi e li esta frase tantas, tantas vezes. Sinceramente, não acho que tenha assim tanta "sorte". Sorte é ter um bebé que durma bem à noite (e sim, aí temos mesmo sorte com a nossa filha!). Já esta "sorte" referente à alimentação, na minha opinião, resulta em grande parte da atitude dos pais e dos hábitos que são incutidos desde cedo. 


Claro que pode haver um ou outro caso diferente e talvez seja mesmo preciso procurarem ajuda profissional, mas acredito que na maioria dos casos o mais importante para que um miúdo coma bem é incutir-lhe bons hábitos. Desde sempre. Há muitos (mesmo muitos!) miúdos que são o terror à mesa, não comem nem por nada, mas se lhes oferecermos um doce, um gelado ou uma fatia de pizza, aí já comem. A Mel come mesmo muito bem mas acho que em grande parte se deve ao meu (nosso) esforço e empenho desde o momento em que introduziu a alimentação complementar. Desde que começou a comer sólidos, aos seis meses, 70% do que lhe dava era fruta e legumes. Ao longo destes quase dois anos de vida, já provou praticamente todas as frutas e legumes e come de tudo (tem, claro, os seus preferidos). Só come iogurtes naturais e snacks e papas sem açúcar. Não bebe sumos (excepto sumo de laranja natural uma vez ou outra) e tanto come um bife do tamanho dos nossos como uma dourada grelhada inteira (sim, às vezes come mais do que eu!). Adora massa mas nunca diz que não a uma batata cozida ou a um arroz com feijão. 

Nestes dois anos não lhe demos doces nem fritos e é uma decisão da qual não nos arrependemos. É da maneira que valoriza todos os alimentos - saudáveis - e não troca um bom prato de comida por uma guloseima. Se lhe dou gelado, ela dá duas ou três lambidelas e diz que não quer mais; já lhe oferecemos uma fatia de bolo e depois da primeira trinca virou costas. Uma vez, apanhou-nos distraídos e comeu um bocado de bolo de chocolate - daqueles húmidos e super calóricos - e cuspiu tudo no instante a seguir.  É claro que não acreditamos que vá ser sempre assim. É normal os miúdos - e os adultos! - gostarem de doces. No entanto, se pudermos adiar esta "descoberta" por mais algum tempo, vamos fazer por isso. É algo que não lhe faz falta nenhuma e acreditem que ela é muito feliz na mesma. E não, se ela comesse uma bolacha maria ou umas batatas fritas não vinha nenhum mal ao mundo, mas preferimos para já não lhe dar esse tipo de coisas quando há opções mais saudáveis e das quais ela gosta. 

Se não faz birras à mesa?! Faz, pois! Nos últimos meses tem feito birras daquelas em que diz que já não quer mais, empurra o prato, cospe a comida fora. São fases e temos que aprender a lidar com elas. Ainda hoje ao almoço, ao fim da terceira colher - estávamos a comer frango estufado com massa, cenoura e ervilhas - disse que não queria mais. Já percebemos que gritar com ela não ajuda em nada porque é bastante teimosa e só quer levar a dela avante. O truque é dar-lhe a volta, distraí-la. Hoje foi com os ímans do frigorífico. Pôs-se a brincar com eles e, colher atrás de colher, comeu o almoço. Também já fez birras em que só conseguimos que comesse sossegada ao mostrar-lhe videos no youtube (sim, somos desses pais péssimos que convencem os miúdos a comer ao espetar-lhe um ecrã à frente). Outras vezes vai lá com uma ligeira chantagem do tipo "Queres ir brincar com o Artur (nosso cão)? Então come!". Ela vai comendo e muitas vezes quando termina ainda pede para repetir. Na verdade, não é que ela não goste da comida que tem no prato, simplesmente faz birras e quer chamar à atenção (como criança que é). Conto com os dedos da minha mão esquerda as vezes que ela se recusou a comer o que quer que fosse. E nessas alturas também não complicamos. Não quer mesmo comer? Não come. Come a fruta e não ficamos a matutar no assunto. Ela é super saudável, alimenta-se bem e não são estes episódios pontuais que vão fazer a diferença. 

"Quando é que lhe vais começar a dar doces?" já me perguntaram também. Não sei, não é que tenhamos definido um super plano saudável até aos cinco anos de idade. Simplesmente não faz parte das nossas escolhas neste momento porque acreditamos piamente que é nos primeiros anos de vida que se constroem bons hábitos alimentares. É de pequenino que se torce o pepino mas também é de pequenino que se aprende a gostar de pepino (a minha mãe vai gostar desta!). 

Rita

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domingo, 29 de julho de 2018

50 atividades para fazer com os miúdos nas férias

Esta próxima semana começam as férias da creche da Mel e eu só tenho duas palavras: ME-DO. Já estou na reta final da gravidez e pressinto que estes quinze dias vão ser um pouco caóticos, sobretudo porque é a altura de maior trabalho do Mr. Right. Vá, não acredito num cenário de completo terror mas a verdade é que tenciono mantê-la ocupada (e a mim também) durante estes dias ou ainda damos em malucas uma com a outra - muito respeito por quem passa esta fase com dois e três filhos (um dia ainda me vai tocar a mim). 

Assim sendo, estive a pensar em várias atividades para fazer com a Mel durante estes dias e decidi partilhá-las convosco, caso estejam, como eu, a panicar um bocadinho com as férias dos miúdos. Algumas atividades serão apropriadas para miúdos mais crescidos, outras nem tanto. Aqui vai: 


1- cozinhar bolachinhas
2- escrever e ilustrar uma história
3- fazer uma caça ao tesouro
4- ir à praia
5- fazer um piquenique
6- fazer carimbos com batatas
7- fazer uma luta de almofadas
8- viajar de comboio até uma cidade próxima
9- organizar sessão de cinema em casa com pipocas
10- jogar um jogo de tabuleiro
11- visitar um museu
12- ir ao cinema
13- aprender truques de magia
14- ir ao parque da cidade
15- fazer uma aula de ginástica em família
16- ir às compras
17- fazer uma pequena horta (no quintal ou em vasos)
18- organizar um desfile de moda
19- ir a um parque aquático
20- fazer um concurso de dança
21- plantar uma árvore
22- fazer uma festa do pijama
23- fazer uma sessão de karaoke
24- lutar com balões/pistolas de água
25- andar de barco
26- fazer um espanta-espíritos
27- fazer uma experiência científica
28- pintar sem pincéis
29- acampar em casa
30- cozinhar um bolo
31- ver o pôr do sol na praia
32- separar roupa e brinquedos para doar
33- fazer uma sessão de spa em casa
34- fazer colagens com materiais que tenham em casa
35- criar um instrumento musical
36- escrever cartas aos avós (e enviar pelo correio)
37- fazer fantoches e contar uma história
38- brincar às escondidas
39- fazer um puzzle
40- criar um fato de super herói com o que tiverem em casa
41- fazer um colar com massinhas
42- aprender a coser (ex. ponto cruz)
43- ir ao jardim zoológico/oceanário
44- ir à biblioteca municipal e trazer um livro para ler em casa
45- fazer uma pizza caseira
46- ver uma peça de teatro
47- observar as estrelas
48- ir a um novo parque infantil 
49- redecorar o quarto dos miúdos com a ajuda deles
50- fazer um desenho/escrever um texto sobre as férias

Espero que gostem das dicas e, se também tiverem sugestões sintam-se à vontade para partilhar! Todas as ideias são bem-vindas :) 

Rita

(foto retirada do Google)


terça-feira, 24 de julho de 2018

Apanhámos o maior dos sustos com a Mel

Ontem apanhámos o maior dos sustos com a Mel. Ficamos sempre a sentir-nos mal, impotentes e de coração apertado quando algo acontece com os nossos filhos e desta vez senti tudo isso na pele... a triplicar. 

A Mel nunca foi uma bebé de porcelana, longe disso. Entre “aventuras” em nossa casa e na de familiares já caiu do berço e da cama, já deu cabeçadas nas mesas e esmurrou os joelhos. Esta é a parte em que pensam que somos uns pais negligentes mas “quem nunca errou que atire a primeira pedra” e a verdade é que acidentes acontecem, em qualquer sitio e a qualquer hora, com miúdos pequenos. Não são episódios destes que nos fazem maus pais, apesar de na hora H nos passar isso pela cabeça e pelo coração.

Viemos passar uns dias ao Gerês com a minha família, como já é hábito há muitos anos. Adoramos esta paz e beleza natural e é uma escapadinha a que nos permitimos sempre. Ontem vínhamos a descer do nosso quarto para ir passar a tarde na piscina e chamámos o elevador. Andamos sempre de mãos dadas com a Mel, perto de elevadores e escadas, não vá o pior acontecer. E ontem aconteceu. Eu e o Mr. Right estávamos no elevador de mãos dadas com ela e, quando este parou na recepção e a porta abriu, preparámo-nos para sair. Foi nesse momento que ouvimos os gritos dela. Numa primeira fracção de segundos não percebemos o que se passava. Eu continuava a dar-lhe a mão mas ela não parecia querer sair do sitio. Foi quando vi - e o meu coração gelou - que tinha ficado com a outra mão presa na porta do elevador (é daquelas portas de metal que recolhem para o lado). Todos os dedinhos dela estavam lá trilhados. Eu entrei em pânico e só tentava puxar/abrir a porta, sem qualquer sucesso. Ela sempre a gritar, aflita. O Mr. Right começou então a puxar a mãozinha dela e ao fim de algumas tentativas lá conseguimos liberta-la. Só ouvi os dedinhos dela a estalar e pensei o pior. Ela chorava no colo dele e eu fui buscar gelo. Quando voltei, a minha mãe e a minha irmã estavam com eles e tentavam acalmá-la. Pedimos para ela abrir e fechar a mão, nos dar Hi5, qualquer coisa... para perceber como estava. Felizmente não tinha nada partido, foi só o susto. Tentámos aplicar-lhe gelo (é sempre o maior dos dramas com a Mel) e a verdade é que agora está como nova. Nem sequer ficou com a mão pisada e no final não passou disso mesmo, de um grande susto. 

Conto-vos isto porque nos serviu de lição - mais uma - e porque este é um dos objectivos do blog: partilhar; experienciar; aprender. Na minha opinião é também muito disto que nós, mães (e pais), vivemos ao longo da maternidade. São estes apertos no coração, estes medos e estes receios que passam a viver connosco a partir do momento em que damos à luz. Temos que estar sempre alerta, com mil olhos em cima deles, mesmo quando achamos que temos a situação controlada.

Rita