segunda-feira, 6 de agosto de 2018

"Que sorte a tua filha comer bem!"

Já ouvi e li esta frase tantas, tantas vezes. Sinceramente, não acho que tenha assim tanta "sorte". Sorte é ter um bebé que durma bem à noite (e sim, aí temos mesmo sorte com a nossa filha!). Já esta "sorte" referente à alimentação, na minha opinião, resulta em grande parte da atitude dos pais e dos hábitos que são incutidos desde cedo. 


Claro que pode haver um ou outro caso diferente e talvez seja mesmo preciso procurarem ajuda profissional, mas acredito que na maioria dos casos o mais importante para que um miúdo coma bem é incutir-lhe bons hábitos. Desde sempre. Há muitos (mesmo muitos!) miúdos que são o terror à mesa, não comem nem por nada, mas se lhes oferecermos um doce, um gelado ou uma fatia de pizza, aí já comem. A Mel come mesmo muito bem mas acho que em grande parte se deve ao meu (nosso) esforço e empenho desde o momento em que introduziu a alimentação complementar. Desde que começou a comer sólidos, aos seis meses, 70% do que lhe dava era fruta e legumes. Ao longo destes quase dois anos de vida, já provou praticamente todas as frutas e legumes e come de tudo (tem, claro, os seus preferidos). Só come iogurtes naturais e snacks e papas sem açúcar. Não bebe sumos (excepto sumo de laranja natural uma vez ou outra) e tanto come um bife do tamanho dos nossos como uma dourada grelhada inteira (sim, às vezes come mais do que eu!). Adora massa mas nunca diz que não a uma batata cozida ou a um arroz com feijão. 

Nestes dois anos não lhe demos doces nem fritos e é uma decisão da qual não nos arrependemos. É da maneira que valoriza todos os alimentos - saudáveis - e não troca um bom prato de comida por uma guloseima. Se lhe dou gelado, ela dá duas ou três lambidelas e diz que não quer mais; já lhe oferecemos uma fatia de bolo e depois da primeira trinca virou costas. Uma vez, apanhou-nos distraídos e comeu um bocado de bolo de chocolate - daqueles húmidos e super calóricos - e cuspiu tudo no instante a seguir.  É claro que não acreditamos que vá ser sempre assim. É normal os miúdos - e os adultos! - gostarem de doces. No entanto, se pudermos adiar esta "descoberta" por mais algum tempo, vamos fazer por isso. É algo que não lhe faz falta nenhuma e acreditem que ela é muito feliz na mesma. E não, se ela comesse uma bolacha maria ou umas batatas fritas não vinha nenhum mal ao mundo, mas preferimos para já não lhe dar esse tipo de coisas quando há opções mais saudáveis e das quais ela gosta. 

Se não faz birras à mesa?! Faz, pois! Nos últimos meses tem feito birras daquelas em que diz que já não quer mais, empurra o prato, cospe a comida fora. São fases e temos que aprender a lidar com elas. Ainda hoje ao almoço, ao fim da terceira colher - estávamos a comer frango estufado com massa, cenoura e ervilhas - disse que não queria mais. Já percebemos que gritar com ela não ajuda em nada porque é bastante teimosa e só quer levar a dela avante. O truque é dar-lhe a volta, distraí-la. Hoje foi com os ímans do frigorífico. Pôs-se a brincar com eles e, colher atrás de colher, comeu o almoço. Também já fez birras em que só conseguimos que comesse sossegada ao mostrar-lhe videos no youtube (sim, somos desses pais péssimos que convencem os miúdos a comer ao espetar-lhe um ecrã à frente). Outras vezes vai lá com uma ligeira chantagem do tipo "Queres ir brincar com o Artur (nosso cão)? Então come!". Ela vai comendo e muitas vezes quando termina ainda pede para repetir. Na verdade, não é que ela não goste da comida que tem no prato, simplesmente faz birras e quer chamar à atenção (como criança que é). Conto com os dedos da minha mão esquerda as vezes que ela se recusou a comer o que quer que fosse. E nessas alturas também não complicamos. Não quer mesmo comer? Não come. Come a fruta e não ficamos a matutar no assunto. Ela é super saudável, alimenta-se bem e não são estes episódios pontuais que vão fazer a diferença. 

"Quando é que lhe vais começar a dar doces?" já me perguntaram também. Não sei, não é que tenhamos definido um super plano saudável até aos cinco anos de idade. Simplesmente não faz parte das nossas escolhas neste momento porque acreditamos piamente que é nos primeiros anos de vida que se constroem bons hábitos alimentares. É de pequenino que se torce o pepino mas também é de pequenino que se aprende a gostar de pepino (a minha mãe vai gostar desta!). 

Rita

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domingo, 29 de julho de 2018

50 atividades para fazer com os miúdos nas férias

Esta próxima semana começam as férias da creche da Mel e eu só tenho duas palavras: ME-DO. Já estou na reta final da gravidez e pressinto que estes quinze dias vão ser um pouco caóticos, sobretudo porque é a altura de maior trabalho do Mr. Right. Vá, não acredito num cenário de completo terror mas a verdade é que tenciono mantê-la ocupada (e a mim também) durante estes dias ou ainda damos em malucas uma com a outra - muito respeito por quem passa esta fase com dois e três filhos (um dia ainda me vai tocar a mim). 

Assim sendo, estive a pensar em várias atividades para fazer com a Mel durante estes dias e decidi partilhá-las convosco, caso estejam, como eu, a panicar um bocadinho com as férias dos miúdos. Algumas atividades serão apropriadas para miúdos mais crescidos, outras nem tanto. Aqui vai: 


1- cozinhar bolachinhas
2- escrever e ilustrar uma história
3- fazer uma caça ao tesouro
4- ir à praia
5- fazer um piquenique
6- fazer carimbos com batatas
7- fazer uma luta de almofadas
8- viajar de comboio até uma cidade próxima
9- organizar sessão de cinema em casa com pipocas
10- jogar um jogo de tabuleiro
11- visitar um museu
12- ir ao cinema
13- aprender truques de magia
14- ir ao parque da cidade
15- fazer uma aula de ginástica em família
16- ir às compras
17- fazer uma pequena horta (no quintal ou em vasos)
18- organizar um desfile de moda
19- ir a um parque aquático
20- fazer um concurso de dança
21- plantar uma árvore
22- fazer uma festa do pijama
23- fazer uma sessão de karaoke
24- lutar com balões/pistolas de água
25- andar de barco
26- fazer um espanta-espíritos
27- fazer uma experiência científica
28- pintar sem pincéis
29- acampar em casa
30- cozinhar um bolo
31- ver o pôr do sol na praia
32- separar roupa e brinquedos para doar
33- fazer uma sessão de spa em casa
34- fazer colagens com materiais que tenham em casa
35- criar um instrumento musical
36- escrever cartas aos avós (e enviar pelo correio)
37- fazer fantoches e contar uma história
38- brincar às escondidas
39- fazer um puzzle
40- criar um fato de super herói com o que tiverem em casa
41- fazer um colar com massinhas
42- aprender a coser (ex. ponto cruz)
43- ir ao jardim zoológico/oceanário
44- ir à biblioteca municipal e trazer um livro para ler em casa
45- fazer uma pizza caseira
46- ver uma peça de teatro
47- observar as estrelas
48- ir a um novo parque infantil 
49- redecorar o quarto dos miúdos com a ajuda deles
50- fazer um desenho/escrever um texto sobre as férias

Espero que gostem das dicas e, se também tiverem sugestões sintam-se à vontade para partilhar! Todas as ideias são bem-vindas :) 

Rita

(foto retirada do Google)


terça-feira, 24 de julho de 2018

Apanhámos o maior dos sustos com a Mel

Ontem apanhámos o maior dos sustos com a Mel. Ficamos sempre a sentir-nos mal, impotentes e de coração apertado quando algo acontece com os nossos filhos e desta vez senti tudo isso na pele... a triplicar. 

A Mel nunca foi uma bebé de porcelana, longe disso. Entre “aventuras” em nossa casa e na de familiares já caiu do berço e da cama, já deu cabeçadas nas mesas e esmurrou os joelhos. Esta é a parte em que pensam que somos uns pais negligentes mas “quem nunca errou que atire a primeira pedra” e a verdade é que acidentes acontecem, em qualquer sitio e a qualquer hora, com miúdos pequenos. Não são episódios destes que nos fazem maus pais, apesar de na hora H nos passar isso pela cabeça e pelo coração.

Viemos passar uns dias ao Gerês com a minha família, como já é hábito há muitos anos. Adoramos esta paz e beleza natural e é uma escapadinha a que nos permitimos sempre. Ontem vínhamos a descer do nosso quarto para ir passar a tarde na piscina e chamámos o elevador. Andamos sempre de mãos dadas com a Mel, perto de elevadores e escadas, não vá o pior acontecer. E ontem aconteceu. Eu e o Mr. Right estávamos no elevador de mãos dadas com ela e, quando este parou na recepção e a porta abriu, preparámo-nos para sair. Foi nesse momento que ouvimos os gritos dela. Numa primeira fracção de segundos não percebemos o que se passava. Eu continuava a dar-lhe a mão mas ela não parecia querer sair do sitio. Foi quando vi - e o meu coração gelou - que tinha ficado com a outra mão presa na porta do elevador (é daquelas portas de metal que recolhem para o lado). Todos os dedinhos dela estavam lá trilhados. Eu entrei em pânico e só tentava puxar/abrir a porta, sem qualquer sucesso. Ela sempre a gritar, aflita. O Mr. Right começou então a puxar a mãozinha dela e ao fim de algumas tentativas lá conseguimos liberta-la. Só ouvi os dedinhos dela a estalar e pensei o pior. Ela chorava no colo dele e eu fui buscar gelo. Quando voltei, a minha mãe e a minha irmã estavam com eles e tentavam acalmá-la. Pedimos para ela abrir e fechar a mão, nos dar Hi5, qualquer coisa... para perceber como estava. Felizmente não tinha nada partido, foi só o susto. Tentámos aplicar-lhe gelo (é sempre o maior dos dramas com a Mel) e a verdade é que agora está como nova. Nem sequer ficou com a mão pisada e no final não passou disso mesmo, de um grande susto. 

Conto-vos isto porque nos serviu de lição - mais uma - e porque este é um dos objectivos do blog: partilhar; experienciar; aprender. Na minha opinião é também muito disto que nós, mães (e pais), vivemos ao longo da maternidade. São estes apertos no coração, estes medos e estes receios que passam a viver connosco a partir do momento em que damos à luz. Temos que estar sempre alerta, com mil olhos em cima deles, mesmo quando achamos que temos a situação controlada.

Rita 


domingo, 15 de julho de 2018

Papa Livros #1

Esta é uma ideia que já queria há muito incorporar no blog: um cantinho com sugestões de leitura. Uma rubrica onde vou sugerir livros para bebés, crianças e (porque não?) para os pais. Cá em casa tanto eu como o Mr. Right adoramos ler (apesar de atualmente não o fazermos tanto como gostaríamos) e a Mel - apesar de ainda não saber ler - adora folhear os livros, apontar para as gravuras e ouvir-nos contar as suas histórias. Espero que gostem da ideia - e dos livros - e sintam-se à vontade para partilharem as vossas sugestões literárias! 

Para iniciar esta rubrica escolhi um livro muito especial. Na verdade, não é apenas um livro. É também um palco de teatro onde podemos dar asas à imaginação e brincar com os miúdos. A história? O Capuchinho Vermelho! 




A caixa contém um livro com a história do Capuchinho Vermelho (com ilustrações mesmo giras). 


Para além do livro vêm também figuras descartáveis das personagens e o cenário da floresta e da casa da avózinha. 



Podemos ir lendo o livro e ir recriando toda a história com os miúdos! Não é uma ideia super gira? Um livro interactivo com uma das mais clássicas histórias infantis de todos os tempos. 



O livro chama-se "O Capuchinho Vermelho", é da editora Edicare e podem encontrá-lo à venda na loja Tatauuga - que, diga-se, tem imensos livros giros para os miúdos! 

Rita

quarta-feira, 27 de junho de 2018

A ecografia do bebé num bordado

Uma das mais bonitas recordações que vou guardar da gravidez: a ecografia do meu bebé num bordado. Quando descobri isto fiquei logo apaixonada pela ideia e ansiosa por ter uma só para mim! Os pormenores são incríveis e a Elsa da Miss Needle é super talentosa. 


Só precisei de enviar uma fotografia - com boa qualidade - de uma ecografia. Escolhi esta em que o bebé está com o bracinho levantado (já anda a trabalhar os bíceps!) porque achei fora do vulgar e querida. Passado uns dias recebi esta pequena maravilha no correio. 



Acaba por ser não só uma bonita recordação desta fase da minha (nossa) vida como também uma peça de decoração original para o quarto do bebé. 


Não resisti e pedi para à Miss Needle para me fazer também um bordado de uma ecografia da Mel. Tinha guardadas as ecografias e foi só escolher uma para lhe enviar. É possível personalizar na parte de trás o nome do bebé e até mesmo a data de nascimento completa. Como queria que os dois bordados ficassem iguais, a combinar (e ainda não sabemos o nome da criança que aí vem) preferi colocar apenas o ano de nascimento de cada um/a: 2016 e 2018. 



O que acham desta ideia? Não é maravilhosa? Estou a preparar uma surpresa para vocês por isso fiquem atentas à página de facebook nos próximos dias! 

Rita

terça-feira, 26 de junho de 2018

A Mel foi menina das alianças!

Pela segunda vez. A primeira vez foi no ano passado, no casamento dos meus cunhados. Tinha um ano de idade então foi sentadinha num carrinho de mão enquanto as outras meninas a empurravam. Foi muito giro de se ver e não tinha por onde correr mal. Desta vez já não. O meu primo casou este domingo e escolheram-na a ela para ser a menina das alianças. Só ela. 

Claro que adorei a ideia e dissemos logo que sim mas estava bastante receosa porque ainda é muito pequenina para entrar sozinha numa igreja cheia de desconhecidos e caminhar até ao altar. Cheguei a ter pesadelos nos quais ela fazia uma birra no meio da igreja e atirava as alianças pelo ar. Ia ser bonito, ia. Mas ela surpreendeu-nos a todos e portou-se como gente grande. 



Entrou antes da noiva, com a caixinha das alianças (uma caixa fechada, ufa!) na mão. Caminhou em direção ao altar, com o Mr. Right a chamá-la das primeiras filas, não fosse ela distrair-se pelo caminho. Eu estava cá atrás, não fosse ela decidir dar meia volta. 

Foto: Ilustre Fotografia

Também estava um pouco reticente em relação ao resto da cerimónia. Pode ser complicado manter uma criança tão pequena calada e quietinha no banco, enquanto o casamento decorre. Já estava a contar ter que sair da igreja a meio da cerimónia e cheguei a lamentar ter deixado a chupeta dela no carro, mas nada disso foi necessário. Ela portou-se lindamente durante todo o tempo. Foi saltando de colo em colo mas sempre super bem comportada. 

Todos elogiaram o look dela enquanto menina das alianças e, modéstia à parte, acho que estava linda! O vestido - da Tsuru - era delicado e perfeito para a ocasião, com pormenores em renda. Comprei umas meias curtas de cerimónia, na Zara Kids, para dar um toque especial e para ela se sentir mais confortável. Para terminar o look, os sapatinhos cor nude envernizados da Pikitri. Ainda não os tinha usado antes da cerimónia mas eram tão confortáveis que ficou com eles tooodo o dia. 








Rita


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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Escolhemos os Padrinhos!

Convidámos os padrinhos e eles disseram sim (ai deles!). Tal como já mencionei aqui, é uma decisão importante para nós pais e escolhemos duas pessoas que nos são muito queridas e que temos a certeza que vão amar este bebé como se fosse deles. A minha melhor amiga de infância e o meu cunhado. Sabemos que serão os melhores padrinhos do mundo para o miúdo ou miúda que aí vem. 
Quem me conhece e já me segue aqui no blogue há um tempinho sabe que gosto de fazer coisas engraçadas e fora do vulgar e este momento tão especial não foi excepção. Andava à procura de uma forma original de convidá-los para padrinhos do bebé quando me lembrei disto. Os convites raspadinha. 


Os dois tiveram que raspar para ler a mensagem. Podiam ter ganhado 5€, 100€ ou 500€ mas sacaram o jackpot: um/a afilhado/a! Neste caso, ao rasparem apareceu a mensagem "Aceitas ser meu Padrinho?" e "Aceitas ser minha Madrinha?" .







Nenhum dos dois desconfiou de nada ao receber o convite e ficaram super felizes! Houve algumas lágrimas à mistura (entre nós gajas, claro) e muitos abraços. Os convites raspadinha são da Convites Fofinhos, que tem imensos modelos à escolha. O que acharam da ideia? 

Rita