Pelo menos as minhas. Não estou a falar de todo o mal estar geral deste "estado de graça": enjoos, vómitos, tonturas, inchaços, estrias, etc, etc... Felizmente tanto agora como na primeira gravidez a fase dos enjoos resumiu-se ao primeiro trimestre. Quanto a retenção de líquidos e inchaços, vamos lá ver. Isso e rezar muito à Nossa Senhora das Estrias. Bom, mas hoje conto-vos o que se tem passado comigo.
Desde pequenina que sofro de enxaquecas. Já fiz múltiplos exames, já consultei ene especialistas e nunca detetaram uma causa. Tenho uma enxaqueca crónica, dizem. Quando descobri que estava grávida (tal como aconteceu na primeira vez) deixei de tomar a minha medicação diária. Não há estudos que comprovem que esse medicamento faz mal ao bebé mas também não sabemos se não fará. A gravidez é um estado ingrato no que toca a medicamentos porque, basicamente, não podemos tomar nada. Ao longo destes meses tenho tido crises constantes que me levam às urgências. Idas essas que terminam sempre com um "infelizmente não há muito que possamos fazer por si" e comigo a voltar a casa com os bolsos mais vazios mas, na verdade, pouco melhor. Passo dias seguidos com uma dor que não passa e tudo o que tenho à mão é um "simples" benuron. Muitas vezes não me sinto capaz de cuidar da Mel e não há sensação de impotência pior que essa. Quando conseguimos ter tempo de qualidade os três juntos sinto-me mal por não estar a 100%. Quando estou sozinha com a Mel ainda é pior. Fico desesperada para tomar a medicação mas só consigo pensar que aquele comprimido pode estar a fazer mal ao meu bebé. É ingrato. E chorar só piora tudo. Não desejo a ninguém. Na primeira gravidez acabei por deixar de trabalhar e ficar de baixa porque já não suportava aquele dia a dia. A meio da gravidez acabei por retomar a minha medicação porque os médicos acreditavam que seria um mal menor. Mas aquele peso na consciência continuou lá. Desta vez penso que o caminho será o mesmo. Para a semana tenho uma nova consulta, uma nova reavaliação. Vamos lá ver. Quanto mais tempo aguentar a este ritmo melhor para o bebé, pior para mim.
Passaram por algo semelhante na vossa gravidez? Algum problema/doença que se tenha agravado? Se sim, um grande beijinho de força porque sei bem que não é fácil.
Rita







