sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Espelho meu, espelho meu, há mãe mais desleixada do que eu?

Como já contei aqui, desde que a Mel nasceu todas as atenções se viraram para ela. Julgo que seja um processo “normal” entre as recém-mamãs, apesar de cada mulher ter o seu ritmo e precisar do seu tempo para voltar a cuidar de si mesma. Comigo foram precisos muitos meses. O facto de ter ficado em casa com a Mel neste primeiro ano contribuiu um pouco para isso. Talvez se tivesse regressado a uma empresa isso me obrigasse a arranjar-me todos os dias de manhã. Não são desculpas e uma mãe que esteja em casa com os filhos pode - e deve - cuidar de si, mas no meu caso (e acredito que no de muitas outras mulheres) eu acabei por ficar para segundo plano. 

Hidratar o corpo depois do banho só voltou a ser uma realidade há muito pouco tempo. O importante era tomar banho, de preferência sem demorar muito tempo, e toca a vestir a roupa. Creme? Não havia tempo para isso. Mas agora que voltei a esta rotina, sabe-me tão bem. Voltei a pintar as unhas o mês passado - tinha a Mel onze meses - e perguntei-me a mim mesma porque raio nunca tinha arranjado quinze minutinhos para fazer aquilo antes. As unhas pintadas e arranjadas dão logo um outro ar a uma mulher e fiquei a sentir-me mais bonita (e a Mel acha um piadão). Este mês voltei a hidratar o rosto todos os dias, de manhã. É algo que valorizo porque noto muito quando a minha pele fica desidratada. A convite da Organii Bio decidi experimentar os novos cremes da Mádara e tenho gostado muito. Tenho usado um creme de rosto e um creme de olhos - acho que este deve ser obrigatório para mães 😂


São os dois super frescos e fáceis de espalhar (detesto aqueles “cremes-pomada” em que estamos praí dez minutos a tentar que desapareçam na pele). São de origem biológica e não são testados em animais, o que é sempre um ponto positivo! Disseram-me que são ótimos para peles jovens e para combater as rugas do riso (perfeito para mim porque estou sempre a rir com esta miúda!). 


Se vocês são como eu, também se desleixaram e gostavam de aos poucos voltar a cuidar de vocês, tenho uma ótima oportunidade para o fazerem! Na próxima quinta-feira, dia 28, há o Porto Fashion Night Out. Arranjem quem fique com os miúdos, combinem com uma amiga e vão divertir-se. Ver lojas e aproveitar os descontos! A Organii Bio vai aproveitar e lançar estes cremes nessa noite. Vão fazer demonstrações gratuitas a todos os que aparecerem na loja. Aproveitem este dia para recomeçarem a cuidar de vocês! (E já agora depois digam-me o que acharam dos cremes).  

Podem saber mais sobre o Porto Fashion Night Out aqui

ORGANII BIO 
Rua Miguel Bombarda, nº285 (loja 8)


Rita
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Entretanto, sê feliz como eu, entre fraldas e mojitos!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Onde está o botão de pausa?

Lembro-me como se fosse hoje da primeira noite que passámos juntas na maternidade. Tu dormias profundamente e eu não conseguia parar de admirar-te. O teu narizinho pequenino, as tuas pestanas delicadas, os teus lábios carnudos e a deliciosa ruga do teu queixo. O cabelo a querer fugir do gorro e as tuas mãos com uns dedinhos irresistíveis. Quando dei por mim já tinha amanhecido e eu estava completamente viciada em ti. Como era possível dormir quando te tinha finalmente junto a mim? Já tu dormiste tão bem na primeira noite. Lembro-me do teu cheiro, do teu primeiro choro, do teu primeiro espreguiçar. De abrires os olhos de manhã pronta para conquistar o mundo - mal sabias tu que já tinhas conquistado o meu coração logo no primeiro segundo de vida. 

Os dias foram passando e os meses também. Foste crescendo e e eu cresci contigo. Aprendemos tanta coisa juntas. O que eu te tenho ensinado a ti, tu ensinas-me em dobro. Todos os dias me surpreendes, e todos os dias eu agradeço por me teres escolhido. Estás tão crescida. Tão crescida que nem acredito quando penso em ti naquela primeira noite no hospital. No teu narizinho tão pequenino, nas tuas pestanas delicadas, nos teus lábios perfeitos e na deliciosa ruga do teu queixo. Eras tão pequenina. Hoje brincas no teu quarto, comes com as tuas próprias mãos - com esses dedinhos ainda irresistíveis - e já andas sozinha a passear pela casa. Estás tão curiosa, tão independente. Como é que o tempo passa tão rápido? Onde está o botão de pausa? 

Rita


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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A festa de aniversário da Mel

Ontem a Mel fez um ano - ainda nem acredito - e quisemos fazer uma festinha cá em casa para celebrar com a família e os amigos mais chegados este ano maravilhoso que passou. Escolhi o tema do Capuchinho Vermelho e foi praticamente tudo feito por nós. Vou mostrar-vos as decorações da festa, as lembranças, a mesa e a roupinha da Mel, com uma peça muito especial. 


Como era um lanche ajantarado, servimos um misto de doces e salgados. 


Queijos e enchidos variados, salgadinhos em miniatura, uma quiche de legumes, paté de atum, bola de carne, mini pizzas, batatas fritas, pão, tostas, beijinhos de coco e húngaros. Usámos na decoração da mesa as lindíssimas bases de madeira da loja À Manápula, que combinavam na perfeição com o tema da festa. 





Dei também um toque com um cestinho de piquenique, onde estavam os guardanapos e os pratos. Entre as bebidas servimos delíciosos mojitos feitos pelo nosso fantástico cunhado (não tirei nenhuma foto, estava demasiado ocupada a bebê-los, desculpem!), e também vinho, cervejas, água, sumos e coca-cola. 

O bolo foi a segunda estrela da festa - depois da Mel. Estava lindíssimo e tal e qual como eu o tinha imaginado e pedido. Foi feito pela Doce Maria e estava delicioso: o bolo era de chocolate com recheio de leite condensado e frutos vermelhos (já estão a babar?!). 


Guardámos o boneco do Capuchinho de recordação :)

Outra peça que não faltou na mesa foi a vela de aniversário da Mel, da Sopro de Ternura, que vamos acender todos os anos até fazer 18 anos. Acendemo-la pela primeira vez e vamos guardá-la para ao próximo ano. 


Colocámos uns balões "Happy Birthday" por cima da mesa para dar mais vida à festa e a cadeirinha da Mel também não ficou esquecida. Foi decorada a rigor para os momentos de lanche e jantar dela. 


Decorámos o resto da sala com peças ligadas ao tema da festa, incluindo um estendal de fotografias da Mel, com uma fotografia dela de todos os meses de vida desde o nascimento até completar um ano. 



Como na altura não consegui escolher logo as doze fotografias para pendurar, imprimi a mais e colei as que sobraram (ainda eram umas vinte) na parede da sala, para depois cada pessoa escolher uma e levar de recordação no final da festa. Boa ideia, não foi? Todos adoraram e (alguns) quase andaram à luta pelas fotos preferidas, ahah. 

As lembranças também foram adoradas por todos. Aí tenho que assumir que não foi nada comigo. Confiei de olhos fechados no trabalho das meninas da Mirra e oferecemos as lembranças mais queridas de sempre!



Uma caixinha - decorada a combinar com a festinha - que continha dentro um bolbo de tulipa e a frase "Planta esta flor e rega-a com carinho para ela crescer como eu". 


Já vos contei aqui no post do Chá de Bebé que não gosto de oferecer como lembrança "bibelôs" para ficarem a apanhar pó na estante da sala. Achei esta ideia super criativa e com uma mensagem muito bonita, mesmo a combinar com o primeiro aniversário da Mel. 

Ela vestiu-se de Capuchinho Vermelho, com o conjunto super querido da Papagaio de Sonhos. A capa, o toque mais especial, foi usada por mim quando era bebé e foi feita pela bisavó da Mel!


Espero que tenham gostado e quem sabe possam tirar ideias para as festinhas dos vossos filhotes. A Mel ainda é muito pequenina, é verdade, mas acreditem que adorou ter todos cá em casa e brincou e riu muuuuito. E nós adorámos vê-la feliz.  

Rita

PS. Obrigada à nossa Sugar Bitch pela ajuda a preparar tudo para a festa.



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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Cozinhei para a Mel o meu prato de infância

Telefonei à minha mãe para saber ao certo como se cozinhava, não fosse fazer asneira. Depois de ouvir todos os passos levei a Mel comigo para a cozinha e dei-lhe umas rodelas de pepino para ela ir petiscando enquanto eu estava ao fogão. Cozinhei-lhe o meu prato preferido de infância - e que ainda adoro - farinha de pau. Já andava há que tempos para lhe fazer isto, até porque é uma comida ótima para bebés. Rápida de se fazer, prática de se comer e deliciosa. O melhor de tudo é que podemos juntar-lhe o que quisermos! 

Comecei por fazer um refogado com cebola e alho picados e azeite. Juntei tomate (sem pele) e pimento, também picados. Deixei a refogar e depois adicionei dois lombinhos de pescada. Cortei-os aos bocados mas eles acabaram por se desfazer em pedacinhos, o que para este prato até nem fica nada mal. À parte, coloquei três colheres de sopa de farinha mandioca num copo e misturei com água (há quem ponha a mandioca diretamente no tacho, a minha mãe ensinou-me a fazer assim para não criar grumos). Misturei durante um bocado a farinha na água - ela começa logo a engrossar - e virei tudo para o tacho. Depois é só deixar levantar fervura e ir mexendo. Se for preciso, acrescenta-se água - há quem prefira a farinha de pau mais grossa e há quem prefira menos. No final, servi com um pouco de cebolinho picado. 


A Mel adorou! Fiquei super contente, adoro que ela goste dos pratos novos que lhe damos a provar mas confesso que desta vez tive um gostinho especial porque é um prato que me lembra muito a minha infância. Eu também jantei com ela - no meu prato juntei um pouco de sal fino e ficou ótimo. 

Vocês também comiam farinha de pau? Já experimentaram dar aos vossos bebés? A minha mãe fazia maioritariamente com peixe - pescada, sardinha, faneca - tudo misturado ou a farinha de pau simples e o peixe a acompanhar. 

Rita


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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A melhor forma de registar o crescimento do bebé

O novo quarto da Mel - que vos mostrarei em breve - está cheio de peças muito especiais. Uma delas é a tábua de crescimento da Mel. Sim, é uma daquelas tábuas que vemos no quarto dos putos e servem para os irmos medindo. Mas também é muito mais do que isso. Aqui vamos poder registar as primeiras memórias da Mel. As primeiras conquistas, aprendizagens, gostos e desejos. 


A tábua da Mirra é muito simples - tal como eu gosto - toda feita em madeira. Mais tarde se a Mel quiser pode pintá-la ao seu gosto. É toda personalizada, com o nome, data e dados de nascimento dela. 


Aqui podemos escrever tudo o que ela vai aprendendo a fazer (palrar, sentar, gatinhar,...), as nossas aventuras - cidades e países visitados - e atividades. 



Há um cantinho para apontar tudo: jogos preferidos, músicas, desportos e livros e filmes de eleição. Podemos acrescentar outras coisas que a Mel gosta de fazer - nadar, passear e comer já estão na lista - e coisas que ela não gosta. 


Como não podia faltar, há ainda o cantinho da dentição, onde já apontámos a idade em que lhe nasceu o primeiro dentinho - onze meses. Por preencher está o momento em que caiu o primeiro dente e quando aprendeu a lavar os dentes. Podemos também registar quantos dentes terá a Mel com 1 e 2 aninhos. Depois há também o espaço da educação, que vamos preencher em breve. Vamos assinalar o primeiro dia da creche e mais tarde a ida para o infantário. 

"Olha que crescida que estou, mami!"

Apaixonada por este conjunto da Papagaio de Sonhos!

No final da tábua - a minha parte preferida - temos o ADN da Mel. Sempre que fizer anos, até completar cinco, a Mel vai pintar a mãozinha dela num dos balões do elefante. Há ainda um espacinho para escrever a assinatura, quando já souber escrever o nome dela. 


Digam lá se não é a tábua mais amorosa de sempre! Para além de ser uma peça muito gira para decorar o quartinho dela, é sem dúvida uma recordação muito bonita desta fase da Mel! A tábua é da marca Mirra, podem saber mais aqui

Rita



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sábado, 26 de agosto de 2017

O meu nome não é Mãe

Depois de sairmos da maternidade somos pessoas diferentes. Nasce uma mãe dentro de nós, é verdade. Descobrimos sentimentos que nem sabíamos que existiam, uma força - de corpo e espírito - que nos surpreende a cada dia e uma responsabilidade do tamanho do mundo. Somos mães. Mas continuamos a ser mulheres, em primeiro lugar. Eu continuo a ser a Rita, tu continuas a ser a Ana e ela a Andreia. 

Desde que sou mãe que raramente ouço pronunciarem o meu nome. Chego a pensar que o alterei no cartão de cidadão e passei a ter "Mãe" como nome próprio - e "da Mel" como apelido. É isto que ouço todos os dias. Seja numa loja do shopping, no centro de saúde, na reunião da creche ou no café. Claro que ninguém é obrigado a saber como me chamo, mas se não tivesse um bebé ao colo seria certamente tratada pelo meu nome - mediante o sítio onde me encontrasse - ou, no caso de não o saberem, por senhora ou até menina (que ainda vou para nova). Desde que somos mães, parece que somos mães e basta. Sei que esse tipo de tratamento não é de todo mal intencionado, chamaria-lhe mais preguiça ou sentido prático. Mas nós, que já passamos tanto tempo envolta deste mundo de bebés e crianças e convivemos com os nossos filhos todos os dias, gostávamos de ouvir mais vezes o nosso nome. Faz-nos bem à alma - e à cabeça também. Gostamos de sentir que continuamos cá - com os nossos gostos e a nossa personalidade - mesmo depois de sermos mães. Eu continuo a ser a Rita, tu continuas a ser a Ana e ela a Andreia. 

PS. Isto tudo sem contar com os "Mãe", "Mããee" e "Mããããeeee" que ouvimos em casa, dos miúdos. Digo-vos, se ganhássemos um euro por cada vez que ouvimos esta palavra já tínhamos todas emigrado para uma ilha e estávamos de papo para o ar a beber cocktails de manhã à noite. 

Rita




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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A Mel vai para a creche: HELP!

A Mel está quase a fazer um ano e decidimos pô-la na creche. Até agora esteve sempre em casa comigo e achamos que é a altura certa para ela conhecer novas pessoas, fazer amiguinhos e viver novas experiências. Conhecer novos ambientes e sair debaixo da asa da mãe (e do pai). Acredito que esta mudança me vai fazer muito bem a mim também. Vou ter mais tempo para mim e vou poder dedicar-me à minha carreira profissional. Vou conviver com mais adultos (yes!) e recuperar um pouco a minha sanidade mental. 

Isto que não significa que não esteja com o coração bem apertadinho - que estou. Amo a minha filha e adorei poder estar com ela todos estes meses. O mais provável é que desate a chorar no carro, depois de a deixar lá no primeiro dia. Que chegue a casa e estranhe o silêncio e o vazio e conte as horas para a ir buscar. Acima de tudo, quero que seja uma mudança tranquila para as duas.  Como mãe, estou mais preocupada com a Mel e com a adaptação dela. Apesar de ser uma bebé bem disposta e sociável, nos últimos meses tornou-se mais selectiva. Está a crescer e estranha outros colos que não o nosso (pais), chora quando a deixamos com algum amigo ou familiar que já não vê há algum tempo... O que não quer dizer que seja mau, de todo. Gostamos que ela tenha personalidade e não seja uma "maria vai com todos". As crianças não têm que gostar de toda a gente. Mas faz-me pensar como será esta ida para a creche. Como será que ela se vai ambientar, como irá reagir. Lá está o tal o aperto no coração de que vos falava.

Estamos em contagem decrescente e eu preciso da vossa ajuda! Contem-me como lidaram com esta mudança nas vossas vidas, dêem-me dicas. Como se comportaram os vossos filhotes ao ir para a creche? Como é que vocês lidaram com isso? Prometo que depois vos conto como correu. Obrigada.

Rita


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