terça-feira, 4 de julho de 2017

Dizer adeus nunca é fácil

Tenho andado um bocadinho desaparecida, eu sei. Os últimos dias não têm sido fáceis. Dizer adeus nunca é fácil. Chegou a hora de mudar de casa. A nossa ficou demasiado pequena para tanto amor. Quero pensar assim. Precisamos de mais, precisamos de melhor. A Mel precisa de mais espaço para gatinhar e brincar, e mais tarde correr e pular. O Artur precisa de uma zona exterior, para se divertir e ser feliz. Os gatos precisam de mais esconderijos e sítios para explorar. E nós precisamos de vê-los felizes e semear o amor noutro lugar. 

Durante estes últimos dias estivemos a por tudo em caixas. Todas as nossas histórias, vivências e recordações. Todo o nosso amor, tudo o que nos define. Estamos cansados, física e psicológicamente. Estamos tristes por dizer adeus ao lar onde vivemos os nossos primeiros anos juntos, onde passámos o primeiro natal, onde descobrimos que estávamos grávidos. O lar onde passámos mil e uma histórias. Mas ao mesmo tempo estamos entusiasmados por ter um lugar melhor, maior e pronto para amar. Uma casa nova, uma tela em branco para colorir com as cores do nosso amor.

Rita

O nosso amor em caixas.

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sábado, 24 de junho de 2017

Doces à minha filha? Não, obrigada.

Ora aqui está um tema um tanto ou quanto controverso. Apesar de na realidade não ter que o ser. Na minha opinião, cada um tem o direito de criar e educar os seus como bem entende. Como acha melhor e mais adequado. Se me incomoda ver miúdos a comer doces e fritos a torto e a direito? A beber refrigerantes refeição sim, refeição sim? Claro que sim, não vou mentir. No outro dia, eu e o Mr. Right estivemos a conversar sobre o tema e ele comentou comigo que leu um estudo que dizia que atualmente uma criança de cinco anos já consumiu tanto açúcar como o seu avô ao longo de toda a vida. Isso chocou-me - e assustou-me - muito. 

Como referi, acho que cada um tem o direito (e dever) de escolher o que acha melhor para os seus filhos. Nem sempre são as decisões mais corretas, é um facto. O máximo que posso fazer em relação aos outros é dar a minha opinião e alertar para hábitos mais saudáveis. Quanto a nós, decidimos dar à Mel a alimentação mais saudável possível. A verdade é que antes de ter filhos nunca pensei que teria que ter tanta atenção ao que lhe dou a comer. Depois da consulta com o pediatra da Mel na qual conversámos sobre a alimentação complementar percebi que aquela tabelinha nutricional que vem nas embalagens era bem mais importante do que pensava e que a lista de ingredientes é de leitura obrigatória. Sobretudo porque existem imensos produtos destinados a bebés nos supermercados que estão, pura e simplesmente, carregados de açúcar. 

Escolhemos dar à Mel uma papa sem açúcar com ingredientes biológicos. Ora é de milho, ou trigo ou arroz biológico, ora é de frutas e cereais. Não, não é doce como as outras papas. Os iogurtes que lhe damos são iogurtes naturais biológicos. Sim, os iogurtes naturais são azedos. Mas sabem que mais? Ela adora tudo. Chega a choramingar quando demoro muito entre uma colher e outra. E sabem porquê? Porque não conhece outra coisa, ou melhor, não conhece os sabores adocicados. "Coitadinha", ouço às vezes. Coitadinha, porquê? Para mim coitadinhas são as crianças que ingerem quantidades absurdas e desnecessárias de açúcar para a sua idade, por desconhecimento ou desleixo dos pais. 

Claro que não somos ingénuos nem muito menos extremistas, sabemos que ela mais cedo ou mais tarde vai ter contacto com o açúcar. Afinal de contas, sabemos como são as crianças. Não queremos de todo privar a Mel das suas descobertas e experiências. Mas se podemos evitar o contacto com o açúcar o máximo de tempo que pudermos, porque não fazê-lo? O açúcar só faz mal e todos sabemos isso. 

Por isso, querida família, queridos amigos e conhecidos, só vos peço que respeitem a nossa decisão. Que entendam que somos os pais dela e acima de tudo queremos o melhor para ela. Podem até não concordar connosco e agirem de outra forma em vossa casa, mas respeitem. Doces à minha filha? Não, obrigada. 



Rita 
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Restaurantes sem cadeirinha? Problema resolvido!

No outro dia escrevi uma Carta aberta aos donos de restaurantes por ser tão frequente chegarmos a um estabelecimento e percebermos que não existem cadeirinhas para os nossos bebés. Ou acabamos (mães e pais) por comer às pinguinhas com o bebé no nosso colo ou ele fica impaciente dentro do carrinho. 

Claro que esta situação não me agrada nada e por isso procurei uma solução. Sei que há cadeiras portáteis mas, sinceramente, já me basta o monta e desmonta do carrinho de bebé sempre que estaciono o carro. E quando vamos a pé para algum lado, como seria? Andei à procura e encontrei uma "cadeirinha" que cabe na minha carteira! Acreditam? Posso levá-la para todo o lado. Para restaurantes, cafés, confeitarias. Para casa de familiares e amigos. 



A cadeirinha tem vários fechos ajustáveis para mantermos os nossos bebés bem seguros. 


A ideia é eles sentarem-se mesmo na cadeira do restaurante, mas ficarem presos nesta "cadeirinha" de tecido. 



Depois de usar, é só dobrar e fechar na bolsinha. Fica tão pequena que podemos levá-la na carteira ou no saco do bebé! 

Os óculos são só para terem noção do tamanho eheh

Não acham que foi uma óptima aquisição? Claro que não é tão funcional como uma cadeirinha, mas para usar em SOS achei EXCELENTE! Podem encontrá-la na loja Triboo aqui.

Rita

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Carta aberta aos donos de restaurantes

Sabiam que não é tarefa fácil manter um bebé entretido no carrinho enquanto estamos no vosso estabelecimento? Sabiam que os bebés também gostam de conviver connosco? Rir, brincar, e palrar/conversar? Sabiam que é muito mais prático dar-lhes de comer quando eles estão sentadinhos e confortáveis, em vez de estarem a debater-se no nosso colo? Sabiam que eles são curiosos e gostam de ver o que se passa à volta deles? Sabiam que eles gostam de comer connosco à mesa, em família e/ou amigos? Sabiam que as cadeiras para bebés não são assim tão caras?

No IKEA, por exemplo, uma cadeira de refeição para bebé custa onze euros. Onze euros. Claro que não podem garantir que terão cadeiras para todos os bebés em simultâneo, mas se dois ou três bebés puderem sair do carrinho e sentar-se a comer com a família, porque não dar-lhes essa oportunidade? Se puderem evitar que a mãe ou o pai coma às pinguinhas enquanto dá a sopa ao filho, sentado no seu colo, porque não dar-lhes essa comodidade? Confesso que até ter filhos nunca tinha dado muita importância a isto. As coisas mudaram, efectivamente. Vocês podem não ter filhos, mas têm um estabelecimento comercial. Têm um restaurante ao qual todos os dias vão famílias almoçar e jantar. Famílias com bebés e crianças de colo. A meu ver, deveriam ter mais atenção aos vossos clientes, independentemente da sua idade. Deem-lhes mais conforto, comprem umas cadeirinhas. 

Obrigada,
Rita

P.S. - E já agora, um muda fraldas, também é pedir muito? 

Cadeira de refeição ANTILOP do IKEA
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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Fiquei com o coração apertado

Como vos contei aqui e aqui, o meu parto não foi a coisa mais simples e rápida do mundo. Foram mais de trinta e cinco horas no hospital porque a Mel não parecia querer sair do ninho. Todas as dores valeram a pena para a ter junto a mim. Todas. O que são um ou dois dias de sofrimento se for para termos os nossos mais que tudo junto a nós durante uma vida inteira? Claro que sempre que me lembro dessas horas no hospital me apetece beber um shot de tequila (ou dois ou três) e esquecer. É normal, acho eu. 

Quando a Mel nasceu, tinha um hematoma muito grande na cabeça. Precisaram de usar a ventosa durante o parto e por isso ela ficou com algumas sequelas. Nada grave, explicaram-me que o organismo dela iria absorvê-lo nos dias seguintes. 

Dois dias depois do parto, tive alta. Estava tão entusiasmada por ir para casa. Para a nossa casa com a Mel. Apresentá-la ao Artur, ao Ziggy e ao Koy. Mostrar-lhe o quartinho dela. Todas as divisões da casa. Ficar aninhada do sofá com ela e com o Mr. Right. Na nossa casa. Quando me disseram que ela ia ter que ficar no hospital não consegui conter as lágrimas. A Mel estava amarelita, tinha icterícia. Explicaram-nos que é algo comum nos recém-nascidos mas no caso dela se devia também ao hematoma. À medida que o organismo dela absorvia o hematoma, os níveis aumentavam. Teve que fazer fototerapia. Começou com as chamadas "luzinhas" mas depois os valores aumentaram e tiveram que passar para um tratamento mais intensivo. Um aparelho que muito amavelmente trouxeram da Neonatologia e instalaram no quarto, para eu ficar sempre junto dela. De três em três horas fazia uma pausa no tratamento. Eu tinha apenas meia hora para dar-lhe de mamar e mudar-lhe a fralda. E estar com ela. Pouquíssimo tempo para um bebé que está a habituar-se a pegar na mama e para uma recém-mamã que só quer criar laços com o seu bebé. 



Por vezes tentava brincar e desanuviar com a situação, a dizer que tão pequenina já estava a preparar-se para o verão com umas sessões de solário. Mas no fundo custou-me muito. Vê-la assim, recém-nascida e tão frágil. Tão pequenina e num aparelho tão grande. Durante o dia fazia-me de forte e enchia-me de esperanças. À noite sentia-me sozinha e impotente e chorava. 


Todos os dias picavam-lhe o pezinho para colher sangue para análise. Todos os dias me diziam que tínhamos que ficar mais um dia. Saímos do hospital ao fim de uma semana. Estava muito grata a todos os pediatras, enfermeiros e técnicos que nos acompanharam - acho que ficámos a conhecer toda a equipa - mas estava de-se-jo-sa de ir para casa. Para a nossa casa. 

Quem mais já passou pelo mesmo? Custa, não custa? 

Rita
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

A descoberta dos alimentos

A Mel tem agora nove meses e há algum tempo que lhe dou a experimentar alimentos sem ser na sopa. Quero que ela toque, esmague, brinque, cheire, lamba, prove. Conheça sabores, cheiros e texturas. Explore os alimentos e não tenha receio de experimentar nada. 




Até agora posso dizer que tem corrido bem porque não houve nada que lhe desse e ela rejeitasse veemente. Às vezes cospe de imediato, mas à segunda, ou terceira, ou quarta (ou décima), aceita e aprende a gostar. É preciso paciência? Muita! Mas é tão bom acompanhá-la nesta fase! A hora da refeição acaba por ser um dos nossos momentos preferidos. Ela é um bom prato - uma lateira como diz o meu pai - e eu adoro vê-la a comer e a brincar (e a javardar) na cadeirinha. Adoro preparar-lhe refeições apetitosas e um dos pratos preferidos é o Mini Mat para tornar tudo mais engraçado! 



Para além da sopa, tenho começado a dar-lhe outras refeições com massa, arroz ou batata. Com peixe ou carne. Com legumes. Tentamos que ela coma por ela mas para ser sincera, nem sempre resulta. Esta miúda que pega em TUDO o que vê à frente e leva à boca, parece que com a comida desliga qualquer coisa no cérebro. É curioso mas é verdade. Também acontece com os vossos? Costumamos ser nós a dar-lhe a comida à boca e só agora, aos poucos, ela começa a fazê-lo sozinha. 



Não, a Mel ainda não tem dentes. Mas tem umas gengivas boas e "duras de roer". Neste caso, duras para roer, eheh. Safa-se muito bem. Não, nunca se engasgou. Temos sempre esse receio, como é natural, mas também estamos sempre atentos. Por vezes não come tudo até ao fim e eu não insisto. Temos que perceber que o próprio mastigar é mais cansativo que comer a sopa passada. Para a frutinha no final tem sempre espaço na barriguinha. 

Tem sido um processo de descoberta, para ela e para nós. Uma das fases mais giras que temos passado juntos. E aí por casa, os vossos pequenotes também são bons garfos? Como tem sido a hora da refeição? 

Antes que me perguntem (eheh) o prato vermelho - Mini Mat - da Mel é da loja B de Amor, podem ver a página aqui ou então a loja física em Albufeira (Rua António Aleixo nº1)

Rita
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terça-feira, 13 de junho de 2017

Passito a passito

Podia estar a falar do novo hit latino que passa na rádio, mas não. Falo mesmo dos "primeiros passos" da Mel. Não, ela ainda não anda! Nem gatinha, a miúda. Para já só se vira, rebola e tudo mais que os bebés-polvo com esta idade costumam fazer. Mas lá por não andar não quer dizer que uma mãe não lhe possa calçar qualquer coisa gira, não é? Já vos disse que a Mel tem uma alergia ao calçado e é difícil arranjar algo que não arranque dos pés ao fim de dez segundos. Difícil, mas não impossível! 

Olhem só pra estas alpercatas agora para o verão! 
Passito a passito, cheia de estilo, han? 



Como estou a converter-me na típica mãe dos "conjuntinhos", tem uma gola e um ganchinho a condizer com as alpercatas (ai vida!)



Bem, o que é certo é que fica um amor com as alpercatas. A parte de cima - em tecido - é almofadada e a parte da sola - em crochet - é muito confortável. Mães de meninas e meninos, o que acham? Esperem só até ver os outros modelos da Maracujá Handmade:


Estes azuis de laçarote que dão para menino são super fofos, não são? 



Podem encontrar a página de facebook da Maracujá Handmade aqui ou o instagram aqui.  

Rita 
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