sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Look do dia

Desde que nasceu, a Mel tem uma grande cabeleira. Sai aos pais! Não sabíamos se com o passar do tempo iria cair (muitos diziam que sim) ou se se manteria assim (eu nasci com muito cabelo e não me chegou a cair). 

Ora com uma bebé cabeluda de cinco meses em casa, quem é que resiste a fazer os mais giros penteados? Eu nããão! Ahahaha. Ela portou-se super bem durante todo o processo e o resultado é este:


Usámos um totó de cada cor, para dar aquele efeito funk super colorido.  




 Digam lá se não está deliciosa? Eu não resisti! 


Rita


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O Desafio dos Cheerios

Claro que sou uma daquelas mães que adoram ver o seu lindo rebento a dormir (excepto à noite, quando a miúda finalmente cai no sono já só quero é adorar a minha almofada). No entanto, descobri uma outra forma de aproveitar este belo momento de paz e sossego: o Desafio dos Cheerios!

O meu record: 11 argolinhas

Parece que há todo um movimento na internet onde os Pais se desafiam e encarnam verdadeiros ninjas japoneses (claro que ajuda se os filhos forem hibernadores profissionais). 

Ora os passos são os seguintes:

1. Pegar numa caixa de Cheerios (vá, ou uns cereais do género)
2. Apanhar a criança a dormir que nem um anjo 
3. Empilhar o máximo de Cheerios que conseguires em cima dela
4. Tentar tirar fotografias que comprovem a façanha antes que tudo se desmorone 



Grau de dificuldade alto: duas torres


Sim, acontecem muitos momentos destes.


Digo-vos sinceramente que isto é bem mais difícil do que parece! E escusado será dizer que é impróprio para cardíacos. 

Então Pais, quem se aventura neste divertido desafio?! 

Rita

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domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Parto (continuação)

Já tínhamos decidido que ia ter o bebé no hospital público, e então lá fomos. No caminho liguei à minha irmã porque tínhamos estado a falar por mensagens até tarde e sabia que iria estar acordada. Contei-lhe a novidade meia a gritar ao telefone. 
Chegámos ao hospital e eu continuava a deixar um rasto de líquido amniótico por onde quer que passasse. Por mais estúpido que possa parecer agora, essa era a minha principal preocupação na altura. Virava-me para o Mr. Right toda preocupada “Alguém vai ter que limpar isto tudo, já viste?”. Lá me chamaram para ser examinada e foi então que percebi que tinha que ficar já internada e que ele não podia ficar comigo. Despedi-me dele. Ia ficar sozinha até ir para a Sala de Partos. De repente o meu coração ficou mais apertadinho e só queria que esse momento chegasse rápido para poder voltar a dar-lhe a mão e senti-lo ao meu lado. Não ia conseguir fazer aquilo sozinha. 
Depois de ser observada disseram-me que apesar de me terem rebentado as águas ainda não tinha entrado em trabalho de parto. Ainda estava nos inícios da dilatação e podia ser um processo demorado. Fui para o quarto e começaram a dar-me comprimidos para induzir o parto. De x em x tempo lá vinha a enfermeira examinar-me (o famoso toque que mais parece que te estão a arrancar as tripas fora tal são as dores) e dar-me mais um comprimido. Não conseguia estar parada. Ora ia para cima da bola fazer exercício, ora ia caminhar, ora ia tomar um banho. Lá chegaram as amigas contrações, essas vacas. Peço desculpa, mas não há outro nome para elas. O tempo passava, as dores eram cada vez mais fortes mas a dilatação não aumentava. As horas iam passando, as enfermeiras iam trocando turnos e eu já era mais conhecida que o tremoço. Lá entrava a enfermeira no quarto "Ainda cá está?" (Acho que já andavam nas apostas).
Sempre referi, ao longo da minha gravidez, que gostava de ter um parto natural, mas depois de tantas horas e tantas dores, quando finalmente me disseram que podia tomar a anestesia epidural, não hesitei! Estava cheia de dores, num quarto de hospital, sozinha, sem poder ver o meu namorado e só queria que aquilo terminasse. Cheguei ao hospital às 6h e tal da manhã de domingo e tomei a epidural nesse domingo às 23h55 (18 horinhas depois). Sim, lembro-me da hora porque era para o relógio para onde estava a olhar e a agradecer aos céus enquanto me espetavam uma agulha na lombar! Se a epidural doi? Sentem-se os chamados vidrinhos sim mas, amigas, comparado com as dores das contrações são "peaners" , como diria o Jorge Jesus! 
Passaram uns minutos e tudo mudou. As dores desapareceram. Parecia um milagre! O Mr. Right entrou na sala de partos e só me apetecia chorar de felicidade. Depois de tantas horas já não tinha dores e tinha-o ao meu lado. Agora sim ia ter força para trazer o nosso bebé ao mundo. Eu estava estourada e ele morto de sono, por andar casa-hospital-casa, então fomos tentar dormir. Bom, eu tentei, ele dormiu. A minha última noite enquanto grávida foi passada a ouvi-lo ressonar no cadeirão, ao mesmo tempo que ouvia outras mulheres a parir nas salas ao lado. “Está a ser uma noite complicada” disse eu à enfermeira quando esta entrou na minha sala de partos. “Por aqui também não está fácil” respondeu ela a olhar para o Mr. Right a ressonar. Mas eu não me importava. Estava demasiado ansiosa para dormir. Ao ouvir aquelas mulheres, que não conhecia de lado nenhum, só pensava na força que nós temos e do que somos capazes. Na força da natureza humana. Depois dos gritos da mãe, vinha o choro do bebé. E lá estava eu a chorar. E o outro sempre a dormir. 
Dia seguinte e nada. “Ainda não tem dilatação suficiente” diziam as enfermeiras. As dores começaram a voltar. A Médica Anestesista voltou para me dar outra dose mas avisou-me que seria mais pequena que a primeira vez. Torci o nariz mas lá me senti um bocado aliviada. As horas passavam e as dores eram cada vez mais fores. Como no dia anterior. Ou piores. Não podiam fazer mais nada, não podiam dar-me mais nada, ou eu não ia ter forças para puxar. Nããããão. As contrações eram mais fortes. Posso ter uma cesariana? POR FAVOR?

Senti cada contração, cada fisgada de dor. Não foi bonito. O Mr. Right que o diga, coitado. Ia-me refrescando a cara com compressas com água. “TIRA-ME ISSO!”. Lá tirava ele. Passado um minuto, “DÁ-ME ÁGUA!”. Lá punha ele outra vez. Descarreguei nele, sim. Não é para isso que os homens são autorizados a assistir aos partos?! E claro que cometeu o erro mais crasso de todos. O erro do “está quase”. Tinha sido avisado nas aulas de preparação para o parto mas mesmo assim saiu-se com essa. “MAS ESTÁ QUASE O QUÊ, CALA-TE, QUERES VIR TU PARA AQUI?!". Mais dores. Estava numa fase em que só queria que aquilo terminasse. Podemos cancelar isto e continuo grávida para sempre? Gritei, gritei muito. E não tenho problema nenhum em admitir. Chegou a hora. “Já se vê a cabeça!”. “GRAÇAS-A-DEUS”. Não ia ser assim tão fácil. O bebé não ia conseguir passar, iam ter que usar a ventosa. Entre muitos puxos, gritos e forças, às 18h37 a médica gritou “É uma menina!”. Uma menina! Sim, porque nós optámos pelo efeito surpresa e não quisemos saber o sexo do bebé até ao parto. A nossa Mel tinha nascido e era a bebé mais bonita do mundo. Estava tão, tão feliz. Olhei para o Mr. Right com o coração a transbordar de amor. Ele devolveu-me um olhar pálido, muito pálido e disse “Acho que agora preciso de ir fumar um cigarro”.

Rita




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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O Parto

Sábado à noite. As minhas sobrinhas mais novas tinham vindo cá a casa para fazermos uma das nossas sessões de cinema. Daquelas em que planeamos ver uma série de filmes para finalmente fazermos “aquela directa cinematográfica” mas ao fim de dois filmes já estamos a bocejar em coro. Quando a primeira cai para o lado no sofá, as outras duas resistentes encontram a desculpa perfeita para irem diretas para o cochilo. 
Era uma dessas noites de raparigas, com muita pipoca e coca-cola à mistura, e o Mr. Right estava a trabalhar. Chegou a casa pelas 2h da manhã e ficou surpreendido por ainda estarmos de olhos postos na TV (Ah pois, era desta que íamos conseguir). Depois de passear o Artur, foi-se deitar. 
Às 4h00 da manhã a primeira de nós fraquejou e caiu no sono (bolas!). Eu e a sobrinha resistente olhámos uma para a outra. As duas quase a precisar de pôr palitos nos olhos mas sem querer admitir. Ainda vimos mais quinze minutos de filme quando nos virámos uma para a outra “isto sem ela não tem piada” “pois não!”. Toca a desligar tudo e xixi cama. Aterrei que nem um patinho.
Acordo com uma vontade gigante de fazer xixi (algo muito invulgar para uma grávida… not!). Olho para o telemóvel: 5h30 da manhã. Boa, Rita, conseguiste aguentar cerca de uma hora. Mas não era só isso. Estava toda ensopada. Não queria acreditar que tinha feito xixi na cama. Que vergonha. Vergonha nada, estava grávida, tinha desculpa. Que vergonha. Lá me levantei e fui direta para a casa de banho. Depois de fazer xixi vi que algo não estava bem e percebi então o que se estava a passar (obrigada aulas de preparação para o parto). 
Tinham-me rebentado as águas! Oh meu deus! Quinze dias antes? E agora? Não, não pode ser, ainda tenho muita coisa para fazer antes de ter a criança. Ainda nem recebi as fotografias da minha sessão fotográfica de grávida! Oh meu deus. Não estou preparada, nem sequer tenho a mala da maternidade feita! Sim, meus caros, é verdade. Estava com 38 semanas e ainda não tinha a mala pronta. “Já tenho tudo, é só pôr na mala”, “Tenho tempo”, “Vou fazer amanhã” era o que ia dizendo sempre que me perguntavam e me davam na cabeça quando ouviam a resposta. O que é certo é que o momento chegou e eu não tinha as coisas prontas. 
Bom, tinha que contar a boa nova ao pai!! Toca a controlar a torneira amniótica para não inundar a casa (aos mais sensíveis, isto faz parte da natureza humana) e vamos acordar o Mr. Right. 

Eu: “Amor, Amor! Acho que me rebentaram as águas!” 
Mr. Right: “O quê?”
Eu: “Rebentaram-me as águas!!”
Mr. Right: “Tens a certeza?”
Eu: “Tenho! Mas podes ir ver o lago na casa de banho”
Mr. Right: “Oh meu deus!! Não fizeste a mala, Rita”
Eu: “Já seeeeeei”

Toca a fazer a mala. Lista. Caneta. Põe na mala e risca. Primeiro as coisas do bebé, depois as minhas. Já está tudo. Ok. É preciso avisar as miúdas. 
Vou ter com elas (não sei como é que ainda estavam a dormir com a histeria). Acordo uma primeiro “Linda, rebentaram-me as águas! Vou ter que ir com o tio para o hospital. Está tudo bem. Ficas aqui com a prima, ok?” “A sério? Oh meu deus! Corra tudo bem! Dá notícias!”. Acordo a outra e digo o mesmo. Responde “Hmmm”, vira-se para o outro lado e continua a dormir. Ok…

À saída de casa:

Eu: Vamos de carro?
Mr. Right: Queres ir como, a pé?
Eu: Mas assim vou molhar o carro todo… 
Mr. Right: Cala-te e entra




CONTINUA…




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domingo, 29 de janeiro de 2017

O pai da minha filha

O homem que me deu o melhor de todos os presentes. Que sonhou comigo e desejou este bebé mais que tudo no mundo. O homem que acariciou a minha barriga vezes sem conta e sorriu ao sentir cada pontapé. Que conversou com a nossa filha ainda era ela do tamanho de um feijãozinho e que a cada semana de gestação me leu coisas novas sobre o seu crescimento. 
O homem que durante o parto esteve sempre ao meu lado, a segurar-me a mão. A dar-me força e a acreditar em mim. O homem que me beijou de alegria quando a nossa filha nasceu e pegou nela pela primeira vez como se de uma relíquia se tratasse. A nossa relíquia. 
O homem que me ouve e apoia, quando penso que não sou capaz. Que me limpa as lágrimas e me devolve o sorriso. O homem que me faz ver que juntos somos invencíveis. 
O homem que continua a elogiar o meu corpo de mãe, apesar das minhas lamúrias. Que desvaloriza cada estria e me diz que nunca estive tão bonita como agora. 
O homem que muda fraldas, prepara biberões e dá banhos. Que corta unhas, faz penteados e compra vestidos. 
O homem babado que ri e brinca com ela. Que é carinhoso, dedicado e paciente, derretendo o meu coração. 
O homem que investiga tudo e todos porque quer que ela tenha o melhor do mundo. Que fica com o coração apertado cada vez que ela está doente. Que a leva ao médico e fica de lágrima no olho com cada vacina dela. 
O homem que só quer o nosso bem-estar e conforto. Que se esforça todos os dias para nos fazer felizes. 

É este o Pai da minha filha. E que sortuda que eu sou.



Rita

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Tipos de pessoas que encontramos num avião

Viajar de avião pode ser uma grande aventura. Tudo depende das pessoas que vão sentadas à nossa volta. Depois de todas as viagens que já fiz, posso concluir que estes são os tipos de pessoas que apanhamos com mais frequência a bordo de um avião:

O Carente
Aquele passageiro que vai ao nosso lado a dormir e, quando damos por ela, está já aninhado no nosso ombro. Constrangidos, começamos por fingir que não é nada connosco mas quando já estamos a ficar com o membro dormente, lá damos aquela tossidela como quem não quer a coisa para ver se o gajo acorda e se endireita.

O Falador
Este é certinho. Apanhamos em toooodos os voos. Aquele passageiro que fala, fala, fala, fala. Conta-nos a vida toda, desde o casamento da prima de França, à discussão com o irmão no dia anterior ou a chatice que teve no trabalho na semana passada. Ficamos a saber o que vai fazer nas férias, em que hotel vai ficar, tudo. O que é bastante útil. Para não nos voltarmos a cruzar com esta pessoa. Nunca mais. 

O Aflitinho
Muitos de nós cobiçamos aquele lugar à janela do avião. E não é só por causa do lindo céu azul com nuvens que parecem marshmallows e que dão umas fotos giras para o instagram. Não. É também por causa de todos os aflitinhos que encontramos a bordo ao longo da nossa vida. Já aconteceu a toda a gente. "Não se importa ? Preciso de ir à casa de banho" Claro. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Quatro vezes!? Num voo de 1h30?! Mas sofre de incontinência urinária ou está só a tentar micar a hospedeira de bordo?

O Atento
Por mais voos que faça ao longo da sua vida, assiste sempre com a maior atenção às demonstrações dos procedimentos de segurança. Não percebe como é que as pessoas podem descurar do momento mais importante do voo, com conversinhas da treta. Afinal, a nossa vida pode depender daqueles dois minutos e meio. Escusado será dizer que ao comprar o bilhete, reserva sempre o lugar junto à saída de emergência. 

O Medricas
Aquele passageiro que passa todo o voo a tremer e a rezar para chegar a terra. De cada vez que o avião passa por uma zona de maior turbulência, lança pragas ao piloto, solta uns gritos e arrepende-se de não ter feito a viagem de carro. Ou de barco. Mesmo que demorasse dias, ou até mesmo meses, a chegar ao destino. 

O Mola
Quando o avião aterra, é automático. *Plim*. Lá está ele de pé. A luz do cinto de segurança ainda nem sequer apagou, os hospedeiros de bordo ainda estão sentados nas extremidades do avião mas ele já está de casaco vestido e mala na mão pronto a desembarcar.

O Agradecido
Aquele passageiro que aplaude vigorosamente quando o avião aterra, para festejar mais um final feliz. Parece-me que deve ser o mesmo tipo que apanhamos a bater palmas no cinema, no final dos filmes. Mas é assim mesmo, há que celebrar a vida! 


E vocês, já apanharam algum deste tipo de pessoas quando viajam? Conhecem mais algum? 
Contem-me tudo! 



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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Quando o Mr. Righ não podia estar mais errado!

Eu e o Mr. Right fomos a Londres para ver a peça de teatro "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada". Há quem adore o Star Wars, há quem prefira o Senhor dos Anéis, eu cá gosto de magia e do fantástico. Quando ele me ofereceu os bilhetes no meu aniversário, fiquei em êxtase. Primeiro porque gostava muito de ir ver a peça (devorei o livro na maternidade, logo depois de ter a Mel) e segundo porque nunca pensei ser possível ir vê-la, uma vez que os bilhetes, quando postos à venda, esgotam em pouquíssimas horas. A-do-rei a surpresa! Como a Mel não podia assistir, decidimos ir só dois dias, para o espetáculo, e deixá-la cá com a família. 

Chegando a Londres, depois do check-in no hotel e do almoço, lá fomos nós para o teatro. Estava em pulgas! Como tínhamos o email com a confirmação da compra dos bilhetes, dirigimo-nos à bilheteira para os levantar. Foi então que começou a festa! Lá nos dirigimos ao balcão:

Eu: Olá. Viemos levantar os bilhetes para o espetáculo.
Sr Bilheteira: Olá. Só vamos ter os bilhetes na quarta-feira.
Eu: Quarta? Mas o espetáculo é hoje...
Sr Bilheteira: Hoje não há espetáculo. 
Eu: Mas isso não é possível... nós temos bilhetes para hoje.
Sr Bilhereira: Não pode ser, porque hoje o teatro está fechado.
(Eu já a ver a minha vida a andar para trás mas tentar mostrar-me muito segura de mim)
Eu: Deve haver alguma confusão, veja, nós comprámos os bilhetes para o espetáculo. 
Sr Bilheteira: Deixe-me ver melhor o que aí tem. Menina, estes bilhetes são para janeiro de 2018. Tem que voltar daqui a um ano.


Janeiro. De dois mil e dezoito. Co-mo-é-que-é-pos-sí-vel?? Tínhamos voado de propósito para ver a peça! A minha peça! Eu tinha estado com as folhas na mão uma meia dúzia de vezes, como é que não tinha reparado?! Nem me dei ao trabalho de verificar. Já que tinha sido tudo marcado pelo Mr. Right, nem procurei (nem me passou pela cabeça) confirmar. 

Olhei para ele, a rir-me da situação mas com aquele olhar de "vou-te matar". E ele? Ele partiu-se a rir à minha frente, completamente pasmado com a sua façanha. Não havia mais nada a fazer. O teatro estava fechado naquele dia e nunca conseguiríamos trocar os bilhetes para outro dia da nossa estadia porque todos os espetáculos estão esgotadíssimos. Agora só para o ano! 
"Sabes que mais? Preciso de um mojito!!" disse eu. E lá fomos ao pub mais próximo. 

Quem é que tem o melhor namorado do mundo? Eu. Mas também tenho o mais distraído. 

Rita

O dia em que quase vi a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

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