sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Tipos de pessoas que encontramos num avião

Viajar de avião pode ser uma grande aventura. Tudo depende das pessoas que vão sentadas à nossa volta. Depois de todas as viagens que já fiz, posso concluir que estes são os tipos de pessoas que apanhamos com mais frequência a bordo de um avião:

O Carente
Aquele passageiro que vai ao nosso lado a dormir e, quando damos por ela, está já aninhado no nosso ombro. Constrangidos, começamos por fingir que não é nada connosco mas quando já estamos a ficar com o membro dormente, lá damos aquela tossidela como quem não quer a coisa para ver se o gajo acorda e se endireita.

O Falador
Este é certinho. Apanhamos em toooodos os voos. Aquele passageiro que fala, fala, fala, fala. Conta-nos a vida toda, desde o casamento da prima de França, à discussão com o irmão no dia anterior ou a chatice que teve no trabalho na semana passada. Ficamos a saber o que vai fazer nas férias, em que hotel vai ficar, tudo. O que é bastante útil. Para não nos voltarmos a cruzar com esta pessoa. Nunca mais. 

O Aflitinho
Muitos de nós cobiçamos aquele lugar à janela do avião. E não é só por causa do lindo céu azul com nuvens que parecem marshmallows e que dão umas fotos giras para o instagram. Não. É também por causa de todos os aflitinhos que encontramos a bordo ao longo da nossa vida. Já aconteceu a toda a gente. "Não se importa ? Preciso de ir à casa de banho" Claro. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Quatro vezes!? Num voo de 1h30?! Mas sofre de incontinência urinária ou está só a tentar micar a hospedeira de bordo?

O Atento
Por mais voos que faça ao longo da sua vida, assiste sempre com a maior atenção às demonstrações dos procedimentos de segurança. Não percebe como é que as pessoas podem descurar do momento mais importante do voo, com conversinhas da treta. Afinal, a nossa vida pode depender daqueles dois minutos e meio. Escusado será dizer que ao comprar o bilhete, reserva sempre o lugar junto à saída de emergência. 

O Medricas
Aquele passageiro que passa todo o voo a tremer e a rezar para chegar a terra. De cada vez que o avião passa por uma zona de maior turbulência, lança pragas ao piloto, solta uns gritos e arrepende-se de não ter feito a viagem de carro. Ou de barco. Mesmo que demorasse dias, ou até mesmo meses, a chegar ao destino. 

O Mola
Quando o avião aterra, é automático. *Plim*. Lá está ele de pé. A luz do cinto de segurança ainda nem sequer apagou, os hospedeiros de bordo ainda estão sentados nas extremidades do avião mas ele já está de casaco vestido e mala na mão pronto a desembarcar.

O Agradecido
Aquele passageiro que aplaude vigorosamente quando o avião aterra, para festejar mais um final feliz. Parece-me que deve ser o mesmo tipo que apanhamos a bater palmas no cinema, no final dos filmes. Mas é assim mesmo, há que celebrar a vida! 


E vocês, já apanharam algum deste tipo de pessoas quando viajam? Conhecem mais algum? 
Contem-me tudo! 



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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Quando o Mr. Righ não podia estar mais errado!

Eu e o Mr. Right fomos a Londres para ver a peça de teatro "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada". Há quem adore o Star Wars, há quem prefira o Senhor dos Anéis, eu cá gosto de magia e do fantástico. Quando ele me ofereceu os bilhetes no meu aniversário, fiquei em êxtase. Primeiro porque gostava muito de ir ver a peça (devorei o livro na maternidade, logo depois de ter a Mel) e segundo porque nunca pensei ser possível ir vê-la, uma vez que os bilhetes, quando postos à venda, esgotam em pouquíssimas horas. A-do-rei a surpresa! Como a Mel não podia assistir, decidimos ir só dois dias, para o espetáculo, e deixá-la cá com a família. 

Chegando a Londres, depois do check-in no hotel e do almoço, lá fomos nós para o teatro. Estava em pulgas! Como tínhamos o email com a confirmação da compra dos bilhetes, dirigimo-nos à bilheteira para os levantar. Foi então que começou a festa! Lá nos dirigimos ao balcão:

Eu: Olá. Viemos levantar os bilhetes para o espetáculo.
Sr Bilheteira: Olá. Só vamos ter os bilhetes na quarta-feira.
Eu: Quarta? Mas o espetáculo é hoje...
Sr Bilheteira: Hoje não há espetáculo. 
Eu: Mas isso não é possível... nós temos bilhetes para hoje.
Sr Bilhereira: Não pode ser, porque hoje o teatro está fechado.
(Eu já a ver a minha vida a andar para trás mas tentar mostrar-me muito segura de mim)
Eu: Deve haver alguma confusão, veja, nós comprámos os bilhetes para o espetáculo. 
Sr Bilheteira: Deixe-me ver melhor o que aí tem. Menina, estes bilhetes são para janeiro de 2018. Tem que voltar daqui a um ano.


Janeiro. De dois mil e dezoito. Co-mo-é-que-é-pos-sí-vel?? Tínhamos voado de propósito para ver a peça! A minha peça! Eu tinha estado com as folhas na mão uma meia dúzia de vezes, como é que não tinha reparado?! Nem me dei ao trabalho de verificar. Já que tinha sido tudo marcado pelo Mr. Right, nem procurei (nem me passou pela cabeça) confirmar. 

Olhei para ele, a rir-me da situação mas com aquele olhar de "vou-te matar". E ele? Ele partiu-se a rir à minha frente, completamente pasmado com a sua façanha. Não havia mais nada a fazer. O teatro estava fechado naquele dia e nunca conseguiríamos trocar os bilhetes para outro dia da nossa estadia porque todos os espetáculos estão esgotadíssimos. Agora só para o ano! 
"Sabes que mais? Preciso de um mojito!!" disse eu. E lá fomos ao pub mais próximo. 

Quem é que tem o melhor namorado do mundo? Eu. Mas também tenho o mais distraído. 

Rita

O dia em que quase vi a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

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sábado, 21 de janeiro de 2017

Tiro e queda

Já andava curiosa para experimentar e esta semana lá aconteceu. Fui à App Store e descarreguei uma daquelas aplicações do telemóvel com sons e melodias para ajudar os bebés a adormecer. Escolhi, à sorte, a Instant Baby Sleep. Queria testar a Mel porque apesar de ela não ser o chamado bebé-pesadelo, continua a ser muito teimosa quando chega a hora de ir dormir. 



Lá a deito no berço, ligo a aplicação e ponho aquilo a tocar. E não é que funcionou mesmo? Sim, foi tiro e queda... com o Mr. Right. Todas as santas noites. Foi com o som do secador do cabelo, do carro, do avião... (É verdade, eles têm esse tipo de sons. Parece que relaxa os bebés. Têm também outras opções, como por exemplo o som do útero, na versão paga). 

O preferido do Mr. Right é o aspirador. Como é que eu sei? 
Tendo em conta a rapidez em que cai no sono. É ou não é Dona Helena? 




Quanto à Mel, sinceramente não adiantou muito. Continua a demorar eternidades a adormecer e não são estas musicolas ou "paneleirices" como chamaria o meu pai, que parecem alterar o cenário. Quem sabe outros estilos musicais? Um Bob Marley?


E vocês mamãs, já experimentaram? Convosco resulta?

Rita


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Afinal de quem são as maminhas?

A amamentação sempre foi um tema muito importante para mim e desde que fiquei grávida não tive dúvidas: queria dar de mamar. Poder alimentar o meu bebé com o meu leite e ainda perder calorias? Perfeito! Mas, como toda a futura mãe, tive os meus medos: será que vou ter leite? Será que vou conseguir amamentar? Será que vai doer?

Depois da Mel nascer estava radiante com a minha experiência na amamentação. Não tinha dores, a Mel pegava muito bem e entendiamo-nos perfeitamente, mãe e filha. 
Porém, ao fim do primeiro mês as coisas mudaram. Comecei a perceber que o meu leite não era suficiente para a alimentar e, com muita pena minha, começámos a conjugar os dois leites: primeiro mamava do meu peito e de seguida bebia o biberão com o leite adaptado. Comprar aquela primeira lata de leite foi difícil. Muito difícil. Mas a minha filha não podia continuar com fome e a perder peso. Ao longo dos meses fui tomando suplementos para estimular a produção de leite, comprei uma bomba elétrica e, claro, continuei sempre a dar de mamar à Mel. Infelizmente nada resultou e hoje, com quatro meses, ela alimenta-se única e exclusivamente de leite adaptado. 

Inicialmente custou-me muito admitir que não tinha leite suficiente para alimentar em pleno a minha filha. Alimentá-la era a minha primeira responsabilidade enquanto mãe. Teria falhado logo no começo? Todos me falavam daquela ligação tão especial criada entre mãe e bebé através da amamentação. Ligação essa que eu tinha vivenciado e comprovado. Teria eu perdido esse laço com a Mel? Foi uma fase complicada em que, para além de estar com os nervos à flor da pele, toda a situação me deixava ainda mais fragilizada. É muito importante nestas situações termos apoio e o Mr. Right foi o meu pilar. 

Com o passar do tempo percebi que não era menos mãe por ter ficado sem leite. Percebi que a minha filha não ia ser uma criança menos saudável ou menos inteligente por beber leite adaptado. Existem outros pesos na balança. Percebi que esse vínculo, tão especial entre mãe e filha, se fortaleceu quando eu passei precisamente a estar mais relaxada, a confiar mais em mim mesma. Quando eu fiquei bem, nós as duas passámos a estar ainda melhor. 

Claro que todos sabemos os inúmeros benefícios do leite materno, não há dúvidas a esse respeito. Mas nem sempre a realidade é como a idealizámos. Há mães que adoram amamentar e têm leite para dar aos filhos até eles saberem o que são batatas fritas. Qual é o mal? Há mães que se esforçam diariamente para dar leite ao seu bebé, têm dores constantes e não desistem de ensiná-lo a fazer uma boa pega. Força mães! Há mães que adorariam poder amamentar mas não puderam ou deixaram de ter leite. Fizeram o melhor que podiam! Há mães que nunca quiseram amamentar, por razões que só a elas dizem respeito. Quem somos nós para julgar? Por tudo isso, dispensamos comentários como:

“A sério, dois anos?! Ainda sai leite?!” ou 
“Já não mama? Coitadinha!” ou ainda 
“Devias ter amamentado!”


O teu bebé é alimentado? Está a crescer saudável? Então não falhaste enquanto mãe. Quer amamentes, quer tenhas mudado de ideias, quer não tenhas escolha ou nunca tenhas querido amamentar. A verdade é esta: Tu, mãe, dás o teu melhor!

Rita




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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Mãe sofre!

A Mel está doente. Está engripada, com febre e uma tosse terrível com expectoração. Esta foi a primeira noite que passámos às claras, desde que ela nasceu, e posso dizer-vos que foi a pior noite da minha vida. Não por não conseguir dormir mas sim por vê-la tão aflita e com dores, sem ter forma de a consolar. 
Passei horas a tentar acalmá-la, a mimá-la e a confortá-la. Em vão. Não há nada mais angustiante que vermos o nosso filho doente. É um misto de impotência e dor que nos parte o coração. Ela é tão pequenina que nem parece justo. Fez agora quatro meses e já é a terceira vez que adoece. É normal nos bebés, já sei. Mas custa. A mãe sofre, e muito. E o pai também. 

Quando somos nós a ficar doentes, sentimo-nos mal, sim, mas tomamos a medicação, comemos uma sopa quente e bebemos um chá com mel. Esperamos que passe. Com o nosso filho é diferente. Custa esperar que passe. Só nos apetece ir a correr com ele para o hospital mais próximo e obrigar o médico a receitar-lhe um medicamento milagroso que lhe tire as dores imediatamente. Só nos apetece ouvi-lo a palrar e a rir, em vez de chorar e tossir. Só nos apetece ver a luzinha verde no termómetro, de cada vez que lhe vamos ver a temperatura. Custa tanto esperar que passe. E entretanto a mãe sofre. 

Talvez pelo cansaço, a Mel finalmente adormeceu. Está aqui, muito tranquila, a dormir ao meu lado. O meu coração está mais calmo. Está a recarregar baterias. 

Fica boa depressa, meu amor. 



Rita


sábado, 14 de janeiro de 2017

Artur e os peluches

Pois é, o meu cão é maluuuco por peluches! Nada de bolas, brinquedos de borracha (tenham eles gizos, chiem ou coisa que os valha), ou cordas. Peluches é que é loucura! Como tem imensos, temos que fazer uma boa gestão do material e ir rodando os bonecos de tempos a tempos. 

Alguns dos peluches do Artur. Nem todos quiseram dar o corpo ao manifesto.

É uma situação complicada porque nós, pais, não temos coragem de deitar fora nenhum deles, por mais terrível que seja o estado em que se apresentam. Já tentámos, a sério que sim. Mas vocês ainda não conhecem bem o poder de persuasão do Artur. Estão a ver o olhar que o Gato das Botas faz no filme do Shrek? O Artur consegue fazer um desse género, só que comigo é 100x mais eficaz. 

O olhar

Todos os peluches dele têm nome: temos a Filipa (a primeira namorada), o Snoop, o Presunto, e por aí fora… Muitos deles já foram submetidos a diversas cirurgias, algumas delas de urgência, porque o Artur tende a ser muito “emotivo” nas suas brincadeiras.  Lá fica um com as tripas de fora e lá vai a Mamã operar o boneco. 


Minion operado de urgência para amputação de perna direita

Ah, e umas banhocas na máquina de lavar de vez em quando também são importantes! 
Bom, para já a situação tem-se mantido controlada. Mas estou com algum receio de que quando agora a Mel comece a ter os seus próprios peluches a coisa não vá correr assim tão bem...! 

Rita



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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Ela é a cara do Pai!

Esta agora é o pão nosso de cada dia. 
Para onde quer que vá com a Mel ouço a frase “ela é a cara do Pai”. Vão-me descrevendo a cara da menina e apontam tudo: o cabelo, o nariz, a boca, a testa… É a avó paterna de peito cheio, é a nossa vizinha da bengala do 2ª esquerdo frente, é a menina da caixa do Continente. Inclusive do meu lado da família (pessoas que deviam estar a apoiar-me nesta questão tão sensível) me saem com esta. E os meus amigos então! Cambada de traidores. 
No outro dia até um arrumador de carros, à espera da moeda, olhou para ela a dormir no carrinho e disse: ‘ai tão bonita, é a cara do Papá’ (mas aí acho que foi para ver se o Mr. Right lhe dava mais algum).

Pronto, tudo bem, parece que os meus cromossomas perderam a batalha final da genética. Mas isto é de uma pessoa ficar revoltada, ou não é? EU é que tive todos aqueles enjoos, EU é que fiquei com alterações de humor e choradeiras constantes, EU é que andei com uma barrigona uma data de meses, EU é que sofri que nem louca no parto… e depois a criança é a cara do Pai? Deus queira que não lhe tenha herdado também a bipolaridade. 



Rita

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